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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

20/01/2010 17:41

Juíza indefere pedido para retirar cateter sem laudo

Redação

A juíza Maria Isabel de Matos Rocha indeferiu o pedido de Celina Malheiro Antônio, que está com um cateter do tipo intracath em uma artéria e requisita a retirada do objeto metálico. A magistrada não aceitou o pedido porque não existe prescrição médica para a realização do procedimento cirúrgico.

Na mesma decisão, a juíza determina que a Santa Casa, unidade médica onde foram realizadas as cirurgias das quais uma resultou no problema à Celina, repasse, à Justiça, informações acerca da paciente. A juíza determina que o hospital revele, por exemplo, quais os médicos da equipe responsável pela operação em Celina e se ela procurou a Santa Casa para excluir o cateter de seu corpo. O prazo dado para a defesa é de 60 dias.

A juíza também determina que seja feita uma perícia médica para comprovar a gravidade da patologia e explicitar a real necessidade da cirurgia pleiteada. Foi nomeado como perito o médico Sílvio Haddad, que tem dez dias para aceitar ou não o trabalho.

Na decisão, a juíza aponta quais pontos devem ser esclarecidos pelo perito. Ele deverá responder às perguntas: a) Qual o estado de saúde da autora e a gravidade. b) Qual o grau de eficácia do tratamentos não cirúrgico e do tratamento cirúrgico, se são equivalentes ou se um tem grau de eficácia maior que o outro. c) Se o procedimento cirúrgico para retirada do cateter está indicado no caso da autora e se é imprescindível para a saúde de Celina. d) Qual seria exatamente o melhor procedimento para a retirada do cateter. e) Se a paciente tem condições de submeter-se ao procedimento cirúrgico, e qual o grau de risco dessa intervenção, se chega a ser um grau de risco que desaconselhe o procedimento. f) Se há e qual o perigo da demora, ou seja, quais as possíveis complicações de uma demora em realizar o procedimento solicitado.

O caso - Celina afirma que seus problemas de saúde tiveram início há um ano, após acidente ocorrido com ela e o marido, na BR-262, no Jardim Noroeste. Um caminhoneiro dormiu ao volante e atingiu o casal.

Com a colisão, o marido sofreu uma lesão na coluna e ficou em uma cadeira de rodas. Celina teve o braço esfacelado, ficou meses no hospital e fez vários enxertos de pele.

Durante esse período, como apenas um braço podia receber soro porque o outro estava muito machucado, ela teve veias estouradas.

A solução encontrada pelos médicos foi o uso do intracath, que dá acesso a veias mais grossas. No entanto, o objeto metálico não foi retirado.

Celina teme a morte durante a retirada do cateter. No entanto, com o objeto no corpo ela teve outras complicações, como pneumonia e problemas no fluxo sanguíneo.

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