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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

01/06/2011 17:43

Júri de Zeolla terá 2 procuradores e um promotor como testemunhas

Marta Ferreira

A defesa do procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla, réu pelo assassinato do sobrinho, Cláudio Alexander Zeolla, de 23 anos, chamou três procuradores de Justiça para testemunharem a favor no júri, que será realizado no dia 21 de junho.

O juiz Alexandre Ito, da 1º Vara do Tribunal do Júri, responsável pelo processo, convocou os integrantes do Ministério Público Estadual para estar no plenário. São eles os procuradores João Albino Cardoso Filho, Marcos Antonio Sotoriva e Irma Vieira de Santana Anzotegui, ex-procuradora-geral de Justiça em Mato Grosso do Sul.

Também foram chamados a depor dois servidores do MPE (Ministério Público Estadual) que trabalharam com Zeolla quando ele era promotor, em Naviraí.

Juiz requisitou que arma do crime seja retirada de depósito para ser levada ao plenário.(Foto: Arquivo)Juiz requisitou que arma do crime seja retirada de depósito para ser levada ao plenário.(Foto: Arquivo)

O advogado do procurador, Ricardo Trad, informou que os colegas foram chamados para falar do convívio que tiveram com o procurador.

Arma-Foi solicitado pelo magistrado que seja levada ao plenário a arma usada por Zeolla no dia do crime, 3 de março de 2009. Ele atirou pelas costas contra o sobrinho, que morreu no local.

Ainda não foram arroladas as testemunhas da acusação. Durante o andamento do processo, foi informado que o adolescente que dirigiu o carro no qual Zeolla foi até o local do crime e depois deixou o lugar será ouvido em plenário.

Por causa dessa possibilidade, foi mantida a prisão do réu, durante análise feita pelo mutirão carcerário. Zeolla está preso desde o dia em que matou o sobrinho, mas numa clínica para pacientes psiquiátricos.

Acusação- Ele vai ser julgado por homicídio doloso qualificado pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A acusação também havia apontado crime por motivo torpe, o que foi retirado da peça acusatória pelo TJ (Tribunal de Justiça).

O procurador será julgado, ainda, por entregar direção de veículo automotor a pessoa sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), o adolescente que virou testemunha do caso.

A defesa de Zeolla alegou insanidade mental durante o processo. Dois laudos avaliaram a sanidade mental do procurador. O primeiro concluiu que o procurador sofre de transtorno bipolar, mas tem consciência sobre o ato criminoso.

O segundo, elaborado pelo psiquiatra Guido Palomba, indica que Zeolla é semi-imputável, ou seja, tem consciência parcial de seus atos, e apresenta alta periculosidade social.

A decisão do então juiz do caso, Carlos Alberto Garcete, foi de que o caso deveria ir a júri, a quem caberá decidir se o procurador tinha ou não consiencia dos atos e pode ser punido pelo crime.



Para mim o réu é inimputável. Antes de ele cometer o crime, encontrei-o em uma reunião de pais de alunos, e naquela ocasião estava evidente que já não estava normal. Não entendo como o Ministério Público não tomou as providências cabíveis e ainda o nomeou Procurador de Justiça, pois a sua precária condição mental estava evidente.
O fato de o crime ter sido premeditado reforça a tese da inimputabilidade, pois uma pessoa saudável (imputável) somente teria cometido aquele crime sob forte emoção.
 
José Brasileiro em 21/06/2011 03:30:50
Izabella... se vc não existisse não seria nada bom.
Não seria bom pq vc não faria esse comentário que me chamou à atenção pelo dissabor em ter que ler uma manifestação meio assim, digamos, quase tolerante em relação ao desejo de acabar problemas de relacionamento na base da "porrada".
Esqueceram de avisar o "cara" que estamos em pleno Século XXI e tentando criar novos pensamentos mais humanos.
Esqueceram de avisar o "cara" que ele tá vivo, pq ninguém pensou dessa maneira quando provavelmente ele pôde ter feito alguma 'arte' NA VIDA.
Izabella.... Izabella..... Se vc não existisse eu não teria ficado irado com a idéia de ainda ter pessoas com uma pequenez visão.
kkkkkkkkkkkkkkkk
 
Orlando Lero em 02/06/2011 10:57:58
Senhor Paulo Roberto Marques Pereira, os leitores do campograndenews sao pessoas de diversas classes sociais, todavia, nao sao tao leigos quanto o senhor implicitamente tenta demonstrar em epigrafe.
Concordo quando o colega suscinta o verdadeiro tormento causado pelo jovem sobrinho do senhor Carlos Alberto Zeolla, mas em hipotese alguma, e inconsebivel colega, ceifar uma vida, nao ha argumentacao alguma que justifique isto, quao menos senhor Paulo Roberto, e amigos leitores, insituirem DOIS VIZINHOS DE GABINETE e um de Institucao para associarem parte deste corpo, e para ''enobrecer'' ainda mais a pouca vergonha, aposenta lo com proventos, que me evergonho de fazer mencao aqui e digo mais, esta institucao na maioria das vezes e a unica que ainda oferece credibilidade aos cidadoes, pois fiscaliza a Lei, a sua maneira estadual (Rss), mas fiscaliza, veja a pena e a repercusao gerada no caso do senhor Dominique Strauss-Kahn, diretor do FMI, que estuprou a camareira do sofitel em NY, e a compare com a pena aplicada ao Ministro Palocci e a que previsivelmente sera aplicada a este membro do MP, e responda me de maneira honesta e nao e de dar nojo de ser brasileiro estimado colega.
 
Pastor Marco Feliciano em 02/06/2011 09:42:00
Caro Paulo Roberto Marques Pereira, fico emocionada lendo seus comentarios, é de um senso critico perfeito, que bom seria se a justiça com seus olhos olhasse a todos, assim, daria aval a todas as familias, que em seu convivio tem problemas, a cercear a vida daquele que tanto transtorno a casa traz.
Digo mais, que bom seria, se em nosso discontento pudessemos nos tornar imputaveis, a ponto de cercear a tudo que nos incomoda, assim, creio que seriamos mais justos, teriamos, menos leis, mais justiça, menos juizes. Dessa forma, creio que evitariamos o stress, pois, pra que remediar se podemos cortar o mal pela raiz.
Como voce disse a culpa de tudo é da sociedade, que bom seria se ela não existisse, se você não existisse, se eu não existisse, se o mundo não existisse, que bom seria...
 
Izabella Maria em 02/06/2011 09:05:02
Tão defendendo esse assassino, é brincadeira, co certeza mais uma vez será provado que a lei é apenas para os pobres...meu Brasil Brasileiro...
 
Tony Ferraz em 02/06/2011 08:46:21
O fato de o reu ter sido a "melhor" pessoa para se conviver no dia a dia, com seus colegas e subordinados, não o isenta da responsabilização por ter cometido homicídio doloso, praticado a traição! Como cidadã, exijo que o assassino seja condenado à pena máxima aplicável!
 
Luciana Brum Leite Teles em 02/06/2011 07:20:21
Consciência , segunda Kant , é igual a água , de acordo com o objeto que é colocada essa água ela toma forma diferentes , exemplo ser for um copo ,logo toma forma de copo, ser uma jarra toma forma de jarra ,assim por diante etc......e tal , conclusão todos nós temos consciência sobre determinado fato ,mas de modo diferente , de acordo com sua formação .caráter ,personalidade , psiquismo . a vida social , trabalho , a gota de água que transborda o copo etc.....e tal , enfim a vida social a injustiças , e são tantas etc....tal , de repente o pacato cidadão se transforma do dia para a noite "alta periculosidade social " , mas será que esta sociedade hipócrita ,nojenta , que fede , pior que fezes ou carniças , não é ela que não respeita o cidadão , Afirmo e provo , tenho formação para isto ., a maior periculosidade está nesta sociedade podre , sem valores morais e éticos para cobrar de ninguém , em tempo é uma questão da sociedade mundial , dá uma brilhante tese para um Doutorado ou pós-doutorado , sobre a alta periculosidade da sociedade ,Estado , governos , educação etc.....e tal ..
 
Paulo Roberto Marques Pereira em 01/06/2011 11:52:58
Zeolla , é inocente , se houver justiça ele deve ser considerado pela doutrina e os rigores da lei de acordo com a jurisprudência e leis penais é causa de inimputabilidade , mas será que o conselho de justiça , constituído por pessoas leigas ao direito , sem conhecer direito o processo , as provas ..etc. e tal , e as vezes influenciado pela imprensa que procura sem ética profissional realizar o show do sensacionalismo , sem conhecer os fatos , a história da família , e outros abusos cometido por aquele que evolui para óbito , o relevante trabalho do Senhor ,um profissional de uma área da psicologia social que tanto aniquila o profissional no seu dia a dia , convivendo com as injustiças e a violência do jovem falecido , com seu pai um idoso e de uma história de vida de respeito , hoje infelizmente não sei porque os jovens ,na realidade já adultos tem um comportamento como eterno garotos ,para sair para baladas etc....e tal são de maiores , mas para sobreviver vivem a custas dos avós e dos pais , causando diariamente um verdadeiro inferno no lar ,onde o mesmo come , dorme , roupa lavada e afeto e carinho dos mais velhos os quais eles não valorizam , não sejamos hipócritas ,não vamos tapar o sol com a peneira ,este problema de relacionamento de valores , acontecem em todas família ,seja pobre , rica ou remediada , e não depende da cor da pele , que a terra um vai comer e os vermes também , como dizia meu avô " Ninguém morre por acaso " , é lógico que existe raras exceções , em tempo não conheço o sr Zeolla , nem seu advogado de defesa , mas procurei acompanhar todos os fatos e atos ,para omitir minha modesta opinião .
 
Paulo Roberto Marques Pereira em 01/06/2011 11:24:36
Olha!! Qualquer cidadão tem que ter um julgamento justo.. Porem no caso em questão trata-se de um réu que durante a fase processual ficou comprovado que é diferente dos mortais, pois a regalias e beneficios a ele dispensados foram além dos direitos de um cidadão.. Esperamos que haja justiça, pois se louco ou não ele destrui a familia, pois o pai e mãe não aguentaram o baque... Talvez a pena imposta não faça com que ele pague sua divida nem com a justiça dos homens que dirá com a de Deus.. E isso é só Deus é que sabe!!!!
 
Carlos Lima em 01/06/2011 09:41:47
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