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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

24/06/2014 10:45

Médico sofre apenas censura por briga em parto que acabou em morte

Aline dos Santos
Gislaine teve que ser retirada da sala de parto. Bebê nasceu morta. Gislaine teve que ser retirada da sala de parto. Bebê nasceu morta.

O médico Sinomar Ricardo - que brigou com um colega durante um parto, levando à morte do bebê – foi punido com censura pública pelo CRM/MS (Conselho Regional de Medicina). A punição disciplinar, publicada nesta terça-feira, não impede o médico de seguir trabalhando.

De acordo com o assessor jurídico do CRM, advogado André Borges, ele recorreu ao CFM (Conselho Federal de Medicina), mas a punição foi mantida. O médico foi enquadrado em quatro artigos do Código de Ética da categoria.

Conforme o edital, “é inconcebível que o médico desconsidere a assistência a quem lhe confiou a vida, atuando sem zelo, compromisso e dedicação. Motivando a evolução desfavorável, além de desrespeitar o paciente quanto ao pudor”.

A briga dos médicos aconteceu no dia 23 de fevereiro de 2010. Conforme a investigação, Gislaine de Matos deu entrada no hospital de Ivinhema em trabalho de parto acompanhada de Orozimbo Ruela de Oliveira Neto, médico que acompanhou todo o período gestacional.

Porém, quando a mulher já estava na sala de parto e todo procedimento cirúrgico iniciado, Sinomar entrou na sala iniciando um desentendimento, pois se sentiu desrespeitado por seu colega estar fazendo o parto, já que ele era o médico que estava de serviço.

Os dois acabaram se agredindo com socos, enquanto a paciente aguardava na mesa de cirurgia. Por conta da briga, a mulher teve que ser reconduzida a um dos quartos do hospital, interrompendo o parto.

Aproximadamente uma hora e trinta minutos depois, Gislaine foi levada novamente para a sala de parto e submetida a uma cesariana, feita por outro médico. O bebê nasceu morto. Orozimbo foi punido com afastamento por 30 dias. A punição foi publicada em novembro de 2012. "De acordo com o apresentado, a conduta do Orozimbo foi mais grave", afirma o advogado. 

Há quatro anos tramita um processo por erro médico na 1ª Vara de Ivinhema. A ação tem valor de R$ 1.122.376,60 e é contra os dois médicos e o município.

Propaganda – O CRM também aplicou punição de censura pública à médica gastroenterologista Didia Hermínia Bismara Cury.

Conforme o conselho, “comete transgressão ética o profissional médico que quando participando de comunicações ao público em geral, afirma ser possuidor de tratamentos e aparelhagem privilegiada de forma sensacionalista, praticando concorrência desleal”.

Segundo André Borges, o CRM acompanha a divulgação dos serviços, pois há médicos que extrapolam. Conforme o advogado, o Código de Ética proíbe propagandas como ter o melhor aparelho ou melhor técnica. A punição à médica foi referendada pelo CFM. 

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A Sociedade Sul-Mato-Grossense já esperava esse "Corporativismo", que são praticados contra a vida tão banalizada por uma classe que jurou fidelidade no exercício dessa missão. Infelizmente, quem perde nessa parada primeiro: a criança morta nesse ato irresponsável, a família, a sociedade que está cansada de ver as barbaridades cometidas por alguns "aventureiros chamados de médicos". Ditado popular: " A corda quebra do lado mais fraco". Infelizmente. Em tempo,depois, a classe médica faz um alarde contra importação de médicos de fora porque dizem eles que tais médicos não tem eles o preparo acadêmico necessário. E os daqui tem por acaso??? Salvo exceções, tem um monte de diplomados mas agem como açougueiros, despreparados, e uma irresponsabilidade tamanha elevada a 5ª potência. tristeeeee !
 
JOÃO ALVES DE SOUZA em 25/06/2014 01:26:43
É por isso que eu digo: "O erro do médico, a terra cobre!"
 
Warley Ezequiel da Silva em 24/06/2014 16:05:21
E o pai da criança? Deixou por isso mesmo?
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 24/06/2014 12:51:56
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