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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

01/10/2010 09:19

Motoristas têm prejuízos em cruzamentos sem visibilidade

Redação

Cruzamentos sem a visibilidade adequada oferecem risco aos motoristas. Placas de Pare para sinalizar existem, no entanto, os condutores precisam avançar o sinal e o resultado são os acidentes.

Ponto crítico é o cruzamento que fica no prolongamento da Via Morena e Avenida Salgado Filho, no Jardim Paulista. O local é palco de acidentes constantes e, nem mesmo quando os motoristas estão certos, têm a certeza de que serão ressarcidos do prejuízo.

Na Salgado Filho há uma placa de Pare, porém, para visualizá-la, o motorista precisa avançar o sinal em direção à Via Morena, onde há uma curva exatamente neste local.

Para complicar ainda mais a vida dos motoristas, na esquina há uma oficina e um carro estacionado na calçada é outro agravante.

A funcionária pública Valda Moreira, 42 anos, envolveu-se em acidente ocorrido dia 28 de setembro (quarta-feira). Ela seguia pela Via Morena, sentido bairro-centro, quando foi atingida pela pick-up Saveiro conduzida por Alberto Muniz, que vinha pela Salgado Filho sentido bairro-centro.

Ela conta que nem pagou a primeira prestação do carro financiado e terá prejuízo superior a R$ 10 mil porque o motorista da Saveiro afirma que não pagará pelo conserto do carro de Valda.

"Ele (Alberto) diz que só paga na Justiça porque é culpa da prefeitura", completa Valda.

A funcionária pública foi esta manhã ao local do acidente para mostrar à reportagem do Campo Grande News o risco que o cruzamento oferece e, ao fim da entrevista, mais um acidente.

Desta vez, um caminhão da prefeitura atingiu um táxi que passava pelo local.

O caminhão era dirigido por Lídio Marcos Soares, 61 anos, na Salgado Filho e bateu no táxi conduzido por Luciano Ramos Ferreira, 61 anos, que seguia pela Via Morena, no mesmo local onde Valda sofreu acidente.

Motorista desde 73, Lídio reclama do local. "Não dá para ver. Tem que avançar", completa.

O taxista Luciano conta que ontem passou pelo local com o irmão e apontou a deficiência. "Eu falei para meu irmão: um dia vai acontecer acidente. Parece que estava prevendo", completa.

Mais queixas - Fátima Francisca Rezende, 40 anos, vai constantemente à casa da filha, que é na Salgado Filho. "Aqui acidente é direto. Falta sinalização", reclama.

O operário Renato Silva, 33 anos, trabalha há quatro dias em uma obra que fica perto. O tempo já foi suficiente para flagrar dois acidentes. "A curva é muito fechada", conclui.

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