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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

20/11/2013 18:33

MPF vai à Justiça para dar fim a cartel da Servan e evitar colapso na saúde

Lidiane Kober
HU anunciou suspender cirurgias a partir de terça-feira por não ter como pagar a ServanHU anunciou suspender cirurgias a partir de terça-feira por não ter como pagar a Servan

O MPF (Ministério Público Federal) apresentou, nesta quarta-feira (20), Ação Civil Pública, com pedido de liminar, para acabar com cartel da Servan Anestesiologia e evitar colapso no sistema de saúde do Estado. Sem condições de pagar os preços cobrados pela empresa e renovar contrato, o HU (Hospital Universitário) anunciou a suspensão das cirurgias a partir de terça-feira (26). A medida ameaça o atendimento, porque os demais hospitais já trabalham acima da capacidade.

Acusada de monopolizar o serviço em Mato Grosso do Sul, a Servan está, desde 2009, na mira do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Hoje, de acordo com a assessoria do MPF, a empresa tem credenciado 97% dos médicos anestesistas do Estado. Por dominar o setor, o Cade desconfia que a Servan força a contratação com preços acima dos praticados no mercado.

Por esse mesmo motivo, em 1996, o conselho determinou o descredenciamento da Sociedade de Anestesiologia de Mato Grosso do Sul. Passados 17 anos, o MPF vê o mesmo problema e cobra da Justiça a suspensão das atividades da empresa ou que reduza para 20% o número de médicos credenciados.

Ainda na liminar, o MPF pede à Justiça para obrigar a Servan a manter o serviço em troca do pagamento com base na tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), apesar de a empresa insistir em praticar outros valores. A medida visa justamente evitar o colapso no sistema de saúde do Estado com a suspensão das cirurgias no HU.

No terceiro item da liminar, o Ministério Público cobra a criação de vagas de anestesistas no hospital e, por último, a abertura de concurso público para sanar de vez a deficiência. A ação, assinada pelos procuradores da República, Rodrigo Timóteo e Analícia Hartz, está nas mãos do juiz da 4ª Vara Federal, Pedro Pereira dos Santos.

Briga antiga – Desde 2005, o MPF luta para o HU sanar a deficiência de profissionais. De lá para cá, foram encaminhadas várias recomendações pela abertura de concurso público. A última foi enviada em 31 de outubro.

Sete dias depois, o hospital informou acatar a orientação, mas alegou depender do Ministério da Educação para abrir as vagas e do Ministério do Planejamento para incluir o salário dos médicos no Orçamento da União. Ainda na resposta, a direção disse que “rogava a Deus todo Poderoso para que a Servan aceite receber pela tabela do SUS até que o hospital possa contratar os médicos”.

A empresa, por usa vez, repetiu, ontem (19), ao MPF que deixará de prestar o serviço por não concordar em receber com base nos números da tabela do SUS. “Estamos numa luta desgastante sempre visando não trabalhar por preço vil ou eticamente não aceitável”, alegou. Nos bastidores, circula a informação que os valores cobrados pela Servan seriam mais de mil por cento acima dos praticados pelo SUS e o HU, por ser um hospital público, é obrigado a pagar de acordo com a tabela do Ministério da Saúde, sob pena de ter a gestão reprovada pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Antes do HU, em 2009, a Santa Casa chegou a suspender temporariamente as cirurgias por não conseguir pagar a Servan. No mesmo ano, o Hospital São Julião ameaçou paralisar o serviço pelo mesmo motivo. Procurada pela reportagem, a direção do HU não se manifestou sobre o assunto.



Enquanto isso, a máfia de branco se descabela por causa dos médicos estrangeiros. Essa Servan é uma cooperativa de mafiosos, que coopta os anestesistas aprovados em concursos públicos a não assumirem seus cargos sob pena de não conseguirem trabalhar em nenhum outro hospital em todo o Estado de Mato Grosso do Sul. Seus titulares, com nomes alemães, são donos de lojas em shoppings da Capital e tem muito, mas muito dinheiro. Trabalho num hospital de Campo Grande e falo com conhecimento de causa. Estamos cansados de médicos mercenários que não pensam em fazer o bem para a população. Dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas existe um limite ético que deve ser respeitado, principalmente para a classe que faz o juramento de Hipócrates. Não é por acaso que o caos está arraigado na saúde pública.
 
Marcos Paulo Hypollito em 21/11/2013 15:46:23
Está claro que o lucro está acima de quaisquer outros interesses para esses profissionais.
 
NELSON DOS SANTOS em 21/11/2013 12:02:26
Concurso público para anestesista já... Ou contratar médicos de fora!!!!
 
Paulo César da Silva Santos em 21/11/2013 09:39:29
Importe anestesista cubando e acaba com isso.
 
João Ricardo em 21/11/2013 09:16:26
Como bem sabemos a saúde nunca vai melhorar porque dá lucro ficar sempre um caos! Dá lucro pois sempre precisa de mais verbas. Como bem sabemos campo grande foi administrada durante vários anos por médicos que nunca olharam pra área da saúde. isso é um fato. Então o MPF tem que obrigar a presidente, o governador a solucionar o problema da falta de anestesistas, em vez de suspender s Servan, se isso ocorrer quem sofre é a população. Daí já é muita palhaçada.
 
Luis Noronha em 20/11/2013 22:23:15
É uma pena, as pessoas não querem só ter poder aquisitivo, querem ser milionários, bilionários, multimilionários, esquecem a ética , juramento etc... como um colega postou no face não precisamos de consciência negra, precisamos de consciência humana
 
francisco sanabria em 20/11/2013 22:22:14
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