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Campo Grande, Quinta-feira, 26 de Abril de 2018

19/12/2017 11:33

No penúltimo dia de prazo, Cesare Battisti deve colocar tornozeleira hoje

Anahi Zurutuza
Cesare Battisti durante audiência de custódia, em outubro deste ano (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Cesare Battisti durante audiência de custódia, em outubro deste ano (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

O italiano Cesare Battisti deve colocar tornozeleira eletrônica em Campo Grande nesta terça-feira (19). O Campo Grande News apurou que um advogado dele compareceu ao Patronato Penitenciário, unidade da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) onde são instalados os equipamentos, na manhã de hoje e que o refugiado político tem até amanhã para estar monitorado sob pena de ter a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.

A defesa de Battisti ainda tenta recorrer da decisão.

No dia 5 de dezembro o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região determinou que ele viesse a Campo Grande para colocar a tornozeleira. Os advogados pediram que a instalação do monitoramento fosse em local mais próximo à residência do italiano, que mora em Cananeia, litoral sul de São Paulo. Mas, o pedido foi negado.

Prisão – No dia 4 de outubro, Battisti foi flagrado na fronteira com a Bolívia carregando R$ 10 mil em espécie, US$ 5 mil (o equivalente na cotação atual a R$ 15,6 mil) e 2 mil euros (cerca R$ 7,3 mil).

Ele estava em um táxi boliviano com outros dois passageiros. A grande quantia em dinheiro chamou a atenção da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Depois do flagrante, o refugiado ficou preso na delegacia de Polícia Federal de Corumbá. No dia 5 de outubro, durante a audiência de custódia, realizada por videoconferência, teve a prisão preventiva decretada por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Na data chegou a alegar que ia para Bolívia apenas fazer compras e retornaria ao Brasil. O TRF 3 concedeu habeas corpus a Battisti, sob a condição de que ele fosse monitorado.

Cesare Battisti mantém refúgio no Brasil depois de ter sido condenado na Itália à prisão perpétua por homicídio quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo.

Ele chegou ao país em 2004, em 2009, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou sua extradição, que negada pelo presidente Lula (PT) em 2010.



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