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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

08/07/2011 10:40

Novo bispo afirma que se empenhará também na resolução de questões sociais

Paula Vitorino

Dom Dimas assume arquidiocese neste domingo. (Foto: João Garrigó)Dom Dimas assume arquidiocese neste domingo. (Foto: João Garrigó)

A dois dias da posse oficial como arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa afirma que não pretende levar somente questões ligadas à Igreja Católica do Estado para debate nacional, sempre que houver a oportunidade, mas também temas sociais que envolvem o Mato Grosso do Sul.

Dom Dimas além de representar a Capital, também é presidente da comissão de Comunicação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), vice-presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino-americano).

Nesta sexta-feira (8), na sede da arquidiocese, ele falou à imprensa pela primeira vez na posição de bispo sobre diversas questões ligadas ao Estado e a Igreja.

Um dos pontos destacados pelo novo bispo foi a questão indígena, que envolve disputa de terra com proprietários rurais em vários municípios do Estado. Ele foi enfático ao dizer que “em Dourados existem problemas sérios que precisam ser resolvidos e as coisas não estão sendo feitas. O Estado precisa assumir as suas responsabilidades”.

Sobre o envolvimento de Igreja e política, Dimas deixa claro que fazer “política partidária não é missão da Igreja”. Para ele, a religião deve incentivar o voto e criar meios para conscientizar a comunidade sobre as questões políticas.

Dom Dimas destacou a atuação dos católicos em questões como a votação do projeto da ficha limpa e do código florestal. “O abaixo-assinado para o ficha limpa começou na igreja do Rio de Janeiro, com o apoio da comunidade chegamos até o Congresso. O código florestal é outra questão que acompanhamos, mas muitos pontos no projeto foram equivocados”, diz.

Sexualidade e casamento - Questionado sobre sua opinião a respeito da união de homossexuais, aprovada recentemente pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Dom Dimas preferiu ser cauteloso.

“É um tema que precisa ser discutido com um pouco mais de seriedade e um pouco menos de paixão”, afirma.

Ele frisa que o assunto não deve prejudicar a democracia, seja das partes contrárias ou favoráveis a questão. “A lei da homofobia é algo também que precisa ser discutido. Todos merecem respeito, mas é incoerente dizer que uma pessoa que não aprove a união homossexual não possa manifestar sua opinião sem o risco de ser preso por até dois anos”, alerta.

Para Dom Dimas, a homossexualidade ainda é uma questão sem respostas até para a ciência e que precisa ser discutida sem preconceitos. No entanto, ele destacou que o conceito de matrimônio é um só e que isso não deve ser esquecido.

“A união estável é uma coisa. As pessoas podem se unir, morar juntas. Mas o matrimônio na própria constituição tem suas características”, explica.

Mas o novo arcebispo destacou que o principal ponto a se valorizar é o respeito mútuo nos relacionamentos. “A sexualidade não pode ser tratada como uma coisa qualquer. O próximo deve ser tratado com respeito”, diz.

Nova liderança - Após assumir a arquidiocese, Dom Dimas irá dividir o tempo entre os três cargos que está a frente e adiantou que pretende formar multiplicadores para ajudarem nas missões.

Até ao menos dezembro as lideranças das pastorais e das Paróquias da arquidiocese devem continuar, mas em novembro está prevista uma assembléia para definir os novos rumos em 2012.

Neste domingo, Dom Vitório Pavanello passará o báculo de arcebispo ao seu sucessor Dom Dimas. A celebração acontece durante a Missa de Posse, neste domingo (10), às 9h, no Poliesportivo Dom Bosco.



É bom lembrar que o Estado brasileiro não assume suas responsabilidades com o progresso das comunidades indígenas e não quer assumir responsabilidades quanto â legitimidade que conferiu âs propriedades rurais. Um vendeu, outro pagou, pagou impostos, trabalhou, produziu. Não pode ser traqtado como moleque ou bandido pelo Estado caborteiro. Nada impede que se compre terras para aldeias. Isso não é feito justamente para levar ao conflito. A CNBB tem parte nisso, Sr. Bispo.
 
Valfrido m. Chaves em 31/07/2011 02:14:34
Seja bem vindo Dom Dimas,,,,Todos os católicos estão felizes com a sua chegada
 
Lúcia Aguiar Santos em 09/07/2011 10:22:42
Bem vindo a nossa caminhada Dom Dimas, nós catolicos ficamos muitos felizes com a escolha que Deus fez para Nossa Arquidiosese.nossa comunidade Nossa Senhora Auxiliadora (PAR.SÃO PEDRO) estamo aguardando sua visita para celebrar conosco.
Que Deus abencoe a todso.
 
Almiro F. Souza em 09/07/2011 08:50:53
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