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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/07/2009 10:51

Onze promotores definem passos após operação Owari

Redação

Promotores de Justiça se reuniram nesta manhã para discutir como vão atuar a partir de agora em relação a operação Owari, que nesta semana prendeu 41 pessoas na região sul do Estado por suspeitas de fraudes em licitações de Dourados, Naviraí e Ponta Porã.

A reunião nesta sexta-feira durou uma hora e ocorreu em Campo Grande, a portas fechadas na sede do Ministério Público Federal, no Parque dos Poderes, com a participação de 11 pessoas, inclusive, do procurador-geral do MPE, Miguel Vieira.

Uma das reclamações ouvidas pelo chefe do MPE foi sobre a liberação em menos de 48 horas dos presos durante a Owari. "Ao Ministério Publico cabe acatar a decisão da Justiça e não se manifestar", amenizou Miguel Vieira.

Foram convocados promotores de Naviraí, Dourados, São Gabriel, Itaporã e Ponta Porã, sinal de que a investigação abrange número maior de municípios que os citados pela Polícia Federal após a prisão do grupo.

A PF deve enviar em no máximo 10 dias os inquéritos concluídos sobre a participação das pessoas que seguem presas e dos demais em 30 dias. A reunião serviu para esclarecer que todos vão trabalhar em conjunto, com apoio de 4 promotores do Gaeco.

"Estamos falando de um grupo extremamente organizado, infiltrado em administrações públicas, que atuava há mais de 40 anos. Tudo isso exige também extrema organização do MPE", esclareceu Miguel Vieira.

Bens - Segundo assessoria da juíza de Dourados, Dileta Terezinha, responsável pelos mandados de prisão, ontem a Justiça autorizou o bloqueio de bens e contas bancárias dos 41 envolvidos e quase 100 pessoas devem ser indiciadas por participação direta ou indireta em esquema de corrupção, agiotagem e tráfico de influências.

No mesmo dia da operação, carros, cerca de R$ 500 mil reais e armas foram apreendidas na casa de membros da família Uemura, apontada como pivô da operação.

Na quarta-feira, 36 acusados foram liberados após conseguirem habeas corpus. Uma das criticas dos advogados foi sobre a fragilidade das alegações que levaram à prisão dos suspeitos, entre elas a falta de endereço fixo de alguns dos envolvidos, entre eles o ex-secretário estadual de Saúde que também administrou a pasta em Dourados, João Paulo Esteves. Ele foi o primeiro a ser liberado, 12 horas após ser preso.

Apenas 5 pessoas continuam presas, Sizuo Uemura, os filhos dele

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