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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

15/03/2012 10:57

Passeata reúne cerca de 12 mil professores, segundo Fetems

Fernando da Mata e Paula Maciulevicius
Manifestantes na avenida Afonso Pena (Foto: Marlon Ganassin)Manifestantes na avenida Afonso Pena (Foto: Marlon Ganassin)

Com bandeiras e gritos de guerra como ‘piso, carreira e 10%’, professores da rede pública de Mato Grosso do Sul saíram em passeata, na manhã desta quinta-feira (15), no centro de Campo Grande.

Segundo a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado), cerca de 12 mil educadores de praticamente todos os municípios sul-mato-grossenses participaram do protesto, que integra a paralisação nacional do três dias.

Depois que ficarem quase duas horas concentrados na praça do Rádio Clube, os professores saíram em marcha pela avenida Afonso Pena. Completam o trajeto as ruas 14 de Julho, Marechal Rondon, 13 de Maio e Barão do Rio Branco.

Com a passeata, o trânsito do centro da cidade ficou mais tumultuado que o normal nas vias próximas ao percurso da passeata.

Dentre as reivindicações da paralisação dos três dias, estão a aprovação do Plano Nacional de Educação, aplicação da lei do piso na íntegra e a separação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação.

O presidente da Fetems, Roberto Botareli, ressaltou que a paralisação é para que o professor tenha, daqui a dez anos, o salário equivalente ao do médico ou advogado.

“Nos últimos dez anos, tivemos mtos avanços. Tanto é que faz dez anos que não existe greve”. Botareli é contra deixar o reajuste salarial da categoria baseado na inflação. “Se deixar de acordo com a infalção, vamos receber de novo um salário mínimo”.

O professor de Educação Física, Cristiano César Trindade, 34, leciona em Campo Grande e destaca que a paralisação é o único jeito de conquistar os direitos.

“Os professores não estão paralisados pelo reajuste salarial, mas pela valorização da educação no país. É preciso investir na educação e nas condições de trabalho”.

Para o professor de Matemática, Erikson Tiago Sena, 25, Mato Grosso do Sul tem um piso relativamente bom, mas é preciso reivindicar melhorias para outras regiões.

“Por exemplo, no Rio Grande do Sul, o piso é de R$ 900. No Nordeste, é lamentável a situação das escolas. Por isso que é importante que a paralisação seja nacional, pela educação do país como um todo. Os governantes acham que estamos contra eles, mas nós somos a favor de investimentos para que a educação melhore”, relatou Sena.

Salas de aula ficaram vazias por conta de paralisação (Foto: Marlon Ganassin)Salas de aula ficaram vazias por conta de paralisação (Foto: Marlon Ganassin)

Portões fechados - Por conta da paralisação nacional, pelo menos 85% das escolas da rede pública em Campo Grande não tiveram aula, nesta quinta-feira (15). Em todo o estado, a expectativa da Fetems é de que mais de 90% das escolas da rede pública paralisaram as atividades.

Atividades - Logo após a passeata pelas ruas do centro da Capital, os trabalhadores em educação seguirão em carreata até a Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) para entregar uma carta com reivindicações. Entre elas, a solicitação para que os prefeitos cumpram a Lei do Piso Salarial Nacional em seus municípios.

Às 15h30 haverá solenidade de reconhecendo do trabalho de 15 prefeitos que cumprem na íntegra o piso nacional e concedem 1/3 de hora-atividade para planejamento de aulas. O piso para início de carreira de professores com ensino médio é de R$ 1.451 por 40h semanais.

A mobilização nacional termina na sexta-feira (16), com debates simultâneos nos municípios sobre as 20 metas do Plano Nacional de Educação.



A luta por uma educação de qualidade é de todos, e não dos funcionários da educação.A luta é principalmente dos alunos e pais que primam por uma educação de excelência Nesses dias de paralização reflitam sobre a educação que temos e a que queremos. A luta é diária, e muito me entristesse ver colegas cruzarem os braços diante de uma luta tão digna.Parabéns a todos que pararam. A luta continua.
 
LEONIR CAVALCANTE em 15/03/2012 11:57:52
Países que são, hoje, considerados desenvolvidos, de primeiro mundo tratam a educação com prioridade, sem professores, não existiria médicos, advogados, engenheiros, etc,, No Japão, quando se cumprimenta um professor, se faz reverência à ele, sem desmerecer as demais profissões, só ao mestre, ao professor se faz reverência. Senhores governantes, vamos melhorar de verdade a situação da educação.
 
Tadeu Luiz Rezende Nemir em 15/03/2012 11:49:48
da proxima vez eu sugiro que a passeata seja na parte da tarde, pois como eu sou professor em escolas particular que nao aderiu a paralisacao nao pude participar, um abraço a todos os colegas e força, vamos em frente!!
 
mamede abrao em 15/03/2012 06:01:50
E a todos os administrativos que estavam presentes parabens, mas para aqueles que ficaram em casa lavando roupa ou limpando casa parabens tambem e sinal que eles tem o salario que merece, acorda cambada voces não sabem a força que temos, precisamos nos unir ou voces acha que os governos gosta de gente que luta pelos ideias.. Ele gosta de gente pacata que e massacrada e fica quieta.Acorda gente.
 
rosalia pereira martins em 15/03/2012 04:22:58
aqui no momento só estou vendo relato sobre professores o administrativos tambem estava na rua , revindicando o seu direito sabendo todos que por lei somos funcionarios da educação, sem nós uma escola não funciona, quero ver um professor entrar em uma sala suja, aluno entrar em um banheiro, professor ir pegar diario em secretaria. para que o gov. mandar tdos fazer profuncionario para nada.até qdo.
 
rosalia pereira martins em 15/03/2012 04:18:09
É deprimente a posição dos admistradores públicos. No dia de uma manifestação pública que veivindica principalmente o aumento do percentual para a Educação, eles fazem ameaças para que as aulas sejam repostas.
Eles deviam estar juntos com os manifestantes, pois o aumento do percentual da educação trará condições para que eles possam pagar o piso e um terço de horas atividades.
 
Joaquim Ferreira Filho em 15/03/2012 04:18:00
Os professores devem ser mais valorizados. A educação é essencial para todos, ela faz as pessoas crescerem e se tornarem cidadãos de bem. O futuro do país depende da educação.
 
Renato Santos em 15/03/2012 03:44:19
A troco de que os governantes querem gente educada? Isso é pura política. Um povo sem instrução não sabe votar, não sabe questionar e fazer valer seus direitos. Não é interesse de nenhum governante um povo educado e instruído! Por isso a profissão não é valorizada! Não sou professora, mas admiro todos por seu empenho. Com a robalheira no Brasil, o salário de vcs vai para mensaleiros e viagens
 
Carolina Souza em 15/03/2012 02:00:42
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