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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

24/07/2010 12:19

PC diz que atende imprensa, mas prioridade é população

Redação

Em resposta a matéria "Policiais da Depac silenciam e acesso a BO é dificultado", o assessor de comunicação da Polícia Civil responde que a corporação não dificulta o aceso as informações de boletins de ocorrência aos jornalistas. De acordo com o chefe da comunicação, delegado Jefferson Nereu Luppe, nem sempre o policial pode fornecer informações no tempo hábil, pois "ele também está de plantão, atendendo a população".

Nereu explica que a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) é uma delegacia voltada para o atendimento à população e que funciona 24h, por isso, os policiais têm várias atribuições, ou seja, fornecer informação à imprensa não seria prioritário.

"Sempre fomos parceiros da imprensa, mas a Depac é uma delegacia de plantão, temos de trabalhar também. E há a assessoria de imprensa que pode atender os jornalistas", explica.

Sobre o acesso aos boletins de ocorrência, através do Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional), Nereu conta que a divulgação obedece a critérios. "Ações privadas; envolvendo crianças e adolescentes ou quando as informações ainda não estão prontas ou confirmadas, não são disponibilizados. E também as que estão em segredo de justiça".

Na quinta-feira, uma jornalista do Campo Grande News esteve na Depac para a ronda habitual e foi informada que não poderia consultar os boletins de ocorrência, teria acesso somente aos que estão disponibilizados no SIGO e que outras informações só poderiam ser obtidas na assessoria de imprensa da Polícia Civil.

E o delegado ainda completa, "A PC não tem obrigação de disponibilizar os boletins de ocorrência, mas mesmo assim eles estão disponíveis. Ninguém omite informação. Mas nem sempre dá pra atender na mesma hora, não é?", ressalta.

Não foram comentadas as distorções entre os números divulgados no balanço da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) e o SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), alimentado pela Secretaria de Estado de Saúde e que integra a base de dados do Ministério da Saúde.

Enquanto o sistema da Saúde aponta uma média de duas mortes a cada 24 horas, a Polícia informa números que mostram média inferior a três mortes a cada 48 horas.

O delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Razanauskas Neto, foi procurado para comentar o caso, mas não retornou o contato.

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