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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

25/06/2015 20:47

Pedreiro que matou ex-mulher afogada em rio será julgado no interior

Filipe Prado

O julgamento do caso de Isis Caroline da Silva Santos, 20 anos, morta pelo ex-marido, o pedreiro Alex Arlindo Anacleto de Souza, 32, no começo deste mês, será transferido para a Comarca de Ribas de Rio Pardo, cidade a 103 quilômetros de Campo Grande. A decisão foi tomada pelo titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete.

Embora a vítima morasse em Campo Grande e desapareceu no município, o seu corpo foi localizado em Ribas do Rio Pardo, e apontou que Alex contou que afogou a vítima em um riacho próximo a rodovia, na saída do município.

Por conta do art. 70 do Código de Processo Civil, que estabelece que a ação criminal deve tramitar no local em que tiver sido consumado o crime, foi declarado a incompetência do juízo em Campo Grande, determinando a transferência para a comarca do interior.

Caso - Isis Caroline estava desaparecida desde o dia 1º de junho e o caso veio à tona um dia depois, quando a Polícia foi acionada para investigar o abandono das duas filhas da mulher, uma de 3 e outra de 6 anos. As duas crianças foram encontradas pela vizinha da família e tia das meninas, Silvana da Silva Barino, 32 anos.

Segunda ela, a vítima saiu na segunda-feira (1º) para ir ao mercado e não voltou mais. A partir daí, Alex passou a ser o principal suspeito pelo desaparecimento. Em agosto de 2014, Isis Caroline foi estuprada, torturada e mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro, em Três Lagoas, cidade onde morava até o fim do ano passado.

O corpo da mulher foi encontrado quatro dias depois em uma mata, atrás de um posto de combustíveis. Conforme informações da polícia, foi o próprio Alex que informou onde havia deixado o corpo da ex-mulher.

O pedreiro confessou o crime. Ele foi preso e vai responder por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, e “feminicídio”, este, o primeiro caso registrado em Campo Grande. A pena cumulativa é de 12 a 30 anos de prisão.



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