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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

22/10/2009 16:44

Polícia fecha posto que vendia álcool adulterado

Redação

Ação conjunta da Polícia Civil e ANP (Agência Nacional do Petróleo) fechou posto de combustível na Julio de Castilhos depois de encontrar álcool adulterado.

De acordo com o delegado Adriano Garcia, da Decon (Delegacia Especializada de Crimes contra o Consumo), o álcool que estava na bomba de combustível do posto Saldiva apresentou 12% de água na composição.

Segundo o delegado, o correto é 92,8% de álcool e o restante de água. O índice encontrado no comércio surpreendeu os policiais e fiscais, que ainda não tinham encontrado quantidade tão grande de água. Além disso, o comum é flagrar adulteração em gasolina.

Os fiscais do Secretaria de Receita e Controle analisaram os documentos da empresa e não encontraram nenhuma irregularidade relacionada à entrada e venda do álcool. Ou seja, a quantidade de combustível recebida e vendida pelo posto é compatível com a documentação fiscalizada.

Conforme a Polícia, isso mostra que o álcool pode não ter sido adulterado no posto. Um inquérito será aberto para apurar as responsabilidades.

Segundo o delegado, o comércio será multado. A multa varia de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. O posto foi interditado. Três bombas e três bicos foram lacrados.

Proprietário do estabelecimento há três anos, Alexandre Saldiva, 38 anos, disse inicialmente aos fiscais que a água da chuva pode ter entrado nos tanques que armazenam os combustíveis.

No entanto, ao verificar que a documentação de entrada do combustível é compatível com a saída, o empresário ficou sem saber explicar o que pode ter acontecido. Se houvesse diferença nos números, seria um forte indício que o álcool havia sido adulterado no local.

Alexandre diz que nesta quinta-feira o posto recebeu às 10 horas 5 mil litros de álcool. "Não sabemos explicar o que houve". O empresário garante que dentro do posto não houve adulteração.

O delegado Adriano explica que em anos anteriores, era obrigatório o teste para verificar a quantidade de água sempre que o combustível chegava nos postos, vindo das distribuidoras. Atualmente, não é mais.

Alexandre diz que orienta os funcionários a fazer o teste quando o combustível é entregue. Ele diz que não sabe se os funcionários fazem o teste.

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