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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

13/05/2010 18:56

Polícia prende traficante gaúcho na divisa com Paraguai

Redação

O traficante gaúcho Juraci de Oliveira, o "Jura", foi preso na manhã de ontem pelo Senad (Serviço Nacional Anti Drogas) do Paraguai na cidade Bella Vista Norte, que faz fronteira com o município sul-mato-grossense de Bela Vista.

Jura foi formalmente identificado na delegacia da PF (Polícia Federal) em Ponta Porã e transferido para Campo Grande, onde vai passar a noite no Presídio de Segurança Máxima.

A prisão do traficante aconteceu em parceria entre as polícias paraguaia e brasileira, desde que a polícia gaúcha enviou fotos para o reconhecimento do criminoso preso no Paraguai. Depois, o bandido foi reconhecido por agentes da PF, que acompanharam sua prisão no Paraguai.

Conforme informações do Jornal Zero Hora, agentes da 20ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Alegre (RS) estiveram em março na fronteira Brasil-Paraguai, atrás de Jura. Eles tinham a informação de que o traficante gaúcho estava escondido lá, em companhia de um filho pequeno.

No Paraguai, Jura estava usando o nome de Carlos Sergio Vilalba dos Santos, supostamente nascido em Ponta Porã.

Informações policiais esclarecem que Jura era representante no Rio Grande do Sul do PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa surgida em São Paulo (SP).

No portal Capitan Bado, existe a informação de que Jura responde a processo por porte de documentos falsos e lavagem de dinheiro no Paraguai, mas tinha permissão judicial para permanecer em liberdade. O processo é presidido pelo juiz penal Rubén Riquelme, que pretende ordenar a extradição do brasileiro.

Jura é o chefe do tráfico no Campo da Tuca, vila da Zona Leste de Porto Alegre. Atua também, segundo a PF, como atacadista na importação de drogas.

O traficante também é condenado por homicídio, além de ser denunciado como intermediador do assassinato do médico gaúcho Marco Antônio Becker, morto em dezembro de 2008. Conforme o Ministério Público, Jura teria ordenado a membros da sua quadrilha que executassem Becker, vice-presidente do Creme/RS (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul).

Junto com Jura foi preso Marcio André de Oliveira Pereira, de 30 anos, foragido desde 2008, onde cumpria pena por homicídio qualificado (matou um homem com socos e pontapés em uma briga).

Segundo a PF, os dois negaram envolvimento com o tráfico. Com eles a polícia ainda apreendeu dois veículos e duas motos, porém nenhum entorpecente foi achado.

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