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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

08/07/2010 11:44

Polícia tem duas hipóteses para morte de arquiteta

Redação

Embora já tenha claro que há provas de que o empresário Luiz Afonso Santos de Andrade é o autor do assassinado da arquiteta Eliane Nogueira, 39 anos, o delegado responsável pelo caso, Welington de Oliveira, afirmou hoje que motivação do crime ainda está sendo investigada.

O corpo de Eliane foi encontrado carbonizado, no veículo dela, um Polo, na sexta-feira passada, na rua Manoel da Nóbrega, na região do bairro Tiradentes.

A hipótese inicial, de que fosse um crime passional ligado ao rompimento do casal, ocorrido três dias antes da morte de Eliene, não é a única, conforme o delegado. Segundo ele, uma outra vertente é relacionada a dívidas que o empresário teria contraído, estimadas em R$ 150 mil.

A empresa de iluminação de Luiz Afonso estava no nome de Eliane. O delegado diz que ainda não sabe qual era o regime do casamento dos dois, com separação ou comunhão de bens, e diz que a quebra do sigilo bancário do casal, já solicitada, permitirá entender como era o fluxo financeiro entre os dois.

A cada dia que passa a investigação revela mais detalhes que complicam a situação do empresário. A mais recente é a descoberta de imagems do circuito interno de um conveniência na avenida Três Barras, mostrando o empresário chegando ao local com o carro onde Eliane foi encontrada morta, e depois passando a pé.

Na comunicação por e-mail entre os dois, foi localizado uma correspondência do dia 17 de maio, em que Luiz Afonso, em viagem a Curitiba (PR), informava a mulher sobre uma série de exames que faria, por estar muito magro, e, em meio ao texto, diz que prefere a morte ao divórcio.

O delegado acredita que na semana que vem deverá indiciar Luis Afonso, por homicídio doloso qualificado. Segundo ele, não há previsão para a conclusão do inquérito, pois ainda faltam laudos importantes das perícias realizadas.

Um deles é o da perícia realizada na camiseta encontrada na empresa de Luiz Afonso, lavada, para encontrar vestígios do crime ou ainda apontar que ele trocou de roupa após ter matado a esposa.

Luiz Afonso foi ouvido duas vezes. Na segunda, disse que só vai se manifestar em juízo.

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