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01/10/2016 09:42

População de idosos triplicou, mudando também o jeito de cuidar

Christiane Reis
Idoso em asilo da Capital; números mostram que população idosa triplicou de 1980 para cá (Foto: Alcides Neto)Idoso em asilo da Capital; números mostram que população idosa triplicou de 1980 para cá (Foto: Alcides Neto)

O número de idosos mais que triplicou em 30 anos. Em Mato Grosso do Sul, eram 62.312 idosos em 1980; 104.852 em 1991; no ano 2000 a população idosa somava 157.093 e chegou a 239.270 em 2010, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A população está envelhecendo, mas em um cenário um pouco diferente de anos atrás, quando as famílias eram mais numerosas e havia sempre um filho que acabava assumindo o papel de cuidador dos pais. Segundo o sociólogo Paulo Cabral, no contexto das famílias numerosas era comum que uma entre as filhas caçulas fosse destinada a esse cuidado, o que já não ocorre nos dias atuais.

“Isso mudou com a sociedade, com a mudança do comportamento feminino e isso nos coloca diante de um fenômeno relativamente novo, pois as famílias estão menores e os filhos estão todos no mercado de trabalho, então essa geração adulta não tem disponibilidade para atender os seus idosos, daí o surgimento de casas especializadas em oferecer esse tipo de atendimento. O que não representa, de forma alguma, abandono, e sim a adaptação a um novo estilo de vida. Um outro jeito de viver”, analisa.

População de idosos triplicou, mudando também o jeito de cuidar

Hoje com 31 anos, o diretor da Angeluz Hotel Residência para Idosos, uma das primeiras casas especializadas que surgiram em Campo Grande, Sidney Peralta, conta que acompanha essa realidade presente na vida dos clientes. Ele e a família mantêm há 7 anos um hotel residência para idosos e acompanha o momento em que as famílias precisam decidir em deixar o idoso no local.

“Aqui nós prezamos a qualidade de vida com carinho, as famílias que nos procuram têm o perfil de cuidado com seus idosos e já buscaram todas as formas para mantê-los em casa. Tanto que aqui a presença dos familiares é constante”, detalhou Sidney Peralta. Ele lembrou que os familiares podem acompanhar a rotina do local 24 horas pela internet e que a casa também oferece os serviços necessários para os idosos como fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, entre outros.

Ele acredita que é preciso, cada vez mais, as pessoas pensarem em como vão cuidar dos seus e de si mesmo quando a velhice chegar. “A população está envelhecendo e temos de lidar com isso da melhor forma. Sinto-me orgulhoso em ver que, por meio do nosso trabalho, conseguimos ajudar muitas famílias”. Atualmente estão no local 18 idosos.

Adaptação - “Quanto mais unida for a família, mais facilidade terá de lidar com os seus idosos”, a declaração é da psicóloga Laura Márcia Laurindo Galvão, que atua diretamente com atendimento de idosos na própria casa deles, o chamado home care. Ela acredita que a união faz com a família encontre a melhor forma de lidar e dividir os cuidados e que isso também é bom para o idoso.

“Às vezes a família tem uma expectativa com relação ao idoso e se depara com uma realidade diferente da esperada e as famílias têm de se readaptar. Generalizar é sempre um risco, mas quando os filhos são unidos tudo fica mais fácil, pois haverá mais compreensão e ninguém ficará sobrecarregado”, explicou.

Os perfis são variados existem idosos que aceitam se mudar para a casa dos filhos e até acham divertido, outros já preferem ficar na própria casa e os que aceitam a casa de repouso. Há casos de idosos que ficam muito depressivos e, geralmente, nessa situação é que a família percebe a necessidade de buscar apoio psicológico. “A terapia ajuda a melhorar a qualidade de vida ressignificar as lembranças. Eles querem as mesmas experiências com a mesma força de antes. Resgatar a energia pela vida pelos projetos, resgatar os sonhos”, disse.

Segundo a psicóloga, as primeiras visitas são as mais difíceis, mas não chega a haver uma resistência. Com tempo o vínculo vai se criando, e atuando com base na linha analítica ela consegue conduzir a terapia. “O mais apaixonante é observar a mudança o quanto eles (os idosos) vão abrindo os sentimentos e nós conseguimos ajudar”, disse.

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