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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

28/07/2009 17:53

Presidente da OAB convoca políticos a exigir duplicação

Redação

Na manhã de segunda-feira, depois das manchetes dos jornais estamparem mais um fim de semana de mortes na BR-163, como presidente da OAB/MS o advogado Fábio Trad resolveu telefonar para o diretor do DNIT e cobrar providências sobre a estrada que mais mata em Mato Grosso do Sul.

Do outro lado da linha, o questionamento feito pelo representante da Ordem teve resposta direta do diretor Marcelo Miranda. "Ele disse que não há dinheiro para duplicar a BR-163", lembra Fábio Trad.

A obra é alvo de uma campanha lançada neste ano pelo OAB/MS e Maçonaria, diante das estatísticas "assustadoras", justifica Trad. "Mas é só uma contribuição. O que falta é pressão política para garantir que a rodovia seja duplicada e tenha segurança finalmente", diz o advogado.

Na avaliação dele, o investimento, reivindicado há anos, não vingará enquanto parlamentares do Estado não definirem a luta como prioridade em Brasília.

Uma das principais vias de escoamento e também mais extensa do Estado, a "rodovia da morte" como passou a ser chamada, responde por 57% dos 104 óbitos causados por acidentes de trânsito neste ano nas estradas federais que cortam Mato Grosso do Sul.

Apenas neste mês, 14 pessoas morreram em acidentes de trânsito na rodovia apenas no trecho entre Campo Grande e Sonora.

No sábado passado, colisão matou quatro pessoas a cerca de 10 quilômetros do local onde uma semana antes, seis morreram.

O superintendente do DNIT descartou qualquer possibilidade de duplicar a BR-163, principalmente quando todos falam em crise. "Não vejo condições orçamentárias para execução de uma obra de tamanho impacto e envergadura em tempo de crise, de contenção de despesa", afirmou durante entrevista à rádio Cultura nesta manhã.

Para o representante da OAB/MS, "a matemática é compreensível", mas as autoridades têm de se manifestar e exigir recursos. "Eles têm a chave do cofre. o número de mortes é escandaloso".

Segundo ele, um alívio começou a ser dado com o início das obras de construção da terceira via, que vai custar R$ 100 milhões, também envolvendo obras em acostamento e sinalização. "Já é um alento, um primeiro passo".

Já Marcelo Miranda Soares defende cobrança, principalmente, aos motorista. "Não adianta construir novas pistas, implantar sinalização refletiva, se o motorista continuar dirigindo de forma inconseqüente", alertou.

Policiamento - O diretor do Sindicargas (Sindicato dos Trabalhadores e Transportadores de Cargas de Mato Grosso do Sul) atribui o aumento de acidentes nas rodovias federais, diz que o problema é a falta de fiscalização e de policiamento ostensivo nas rodovias.

Roberto Sinai, afirmou que houve redução no número de acidentes onde a presença da PRF (Polícia Rodoviária Federal) passou a ser maior, como nas proximidades da Capital.

Por outro lado, na região com menos policiais rodoviários, o número de acidentes com mortes aumentou, como é o caso da BR-163, entre Rio Verde do Mato Grosso e Sonora, e a BR-267. Na sua avaliação, a duplicação e a sinalização não vão solucionar o problema.

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