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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

28/12/2010 11:24

Presídios de MS concentram jovens sem estudo, a maioria por tráfico

Marta Ferreira

Boa parte dos presos não estuda nem trabalha, segundo Depen

Trabalho ainda é atividade de menor parte dos presos de MS. (Foto: divulgação)Trabalho ainda é atividade de menor parte dos presos de MS. (Foto: divulgação)

Homens com menos de 30 anos, pardos, praticamente sem estudo e que, em sua maioria, não trabalham nem estudam na prisão.

Esse é o perfil genérico dos presos que cumprem pena no sistema prisional de Mato Grosso do Sul, conforme dados do Depen (Departamento Nacional do Sistema Penitenciário), do Ministério da Justiça.

Levando em conta os 9,6 mil detentos que estão em unidades prisionais, o levantamento do Depen aponta que 5 mil detentos têm entre 18 e 29 anos. A faixa etária mais numerosa é dos 18 a 24 anos, com 2650 presos.

São 8714 homens e 974 mulheres. Entre eles, havia, em junho, mês base da pesquisa, 243 estrangeiros. Os vizinhos Bolívia e Paraguai são a origem mais comum.

Considerando o motivo que levou os detentos a cumprir pena, a maioria é relacionada ao crimes contra o patrimônio, que incluem furtos, roubos, estelionatos e extorsão. Somados os crimes dessa categoria, são mais de 4,4 mil.

Mas o tráfico, sozinho, é a tipificação mais comum, com 3,4 mil casos, o que representa 31% do total de crimes atribuídos aos detentos do Estado, de 10,8 mil.

A maior parte dos internos é do regime fechado, 4,4 mil, e um contingente de 1,1 mil estão no regime semiaberto, que tem provocado muita polêmica dado o envolvimento dos beneficiados em crimes.

Pouca ocupação-O relatório do Depen revela que a maioria dos detentos não desenvolve atividades nos presídios. Apenas 599 estudam.

Os que trabalham somam 3,2 mil. Desses, 806 atuam fora do ambiente do presídio e 2,4 mil no próprio estabelecimento.

É o próprio Estado quem dá ocupação à maior parte dos presos. Dos que trabalham fora do estabelecimento penal, os detentos do semiaberto, 405 prestam serviços ao Estado. No ambiente interno, 1,4 mil atuam no apoio ao funcionamento das prisões.

O artesanato é a atividade que lidera o trabalho desenvolvimento por detentos em Mato Grosso do Sul.

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