Sob calor de 33°C, beneficiários do INSS enfrentam até 4 horas de fila
Com pouca sombra e sem distribuição de senhas, clientes relatam desorganização e espera prolongada
Liberação de auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) gerou filas de até quatro horas nas agências do Itaú, em Campo Grande. Com os termômetros marcando 33°C e sob pouca sombra, cerca de 20 pessoas aguardavam do lado de fora da unidade da Avenida Coronel Antonino desde o início da tarde desta terça-feira (3). Outras 15 esperavam para passar pela porta giratória, enquanto dezenas permaneciam no interior da agência.
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A liberação de auxílios do INSS causou longas filas em agências do Itaú em Campo Grande, com esperas de até quatro horas sob temperaturas de 33°C. Mães, idosos e crianças enfrentaram condições precárias, como falta de sombra, água e organização. Muitos relataram que o atendimento preferencial não funcionava, e o espaço interno estava superlotado, sem lugares para sentar. Funcionários atribuíram o problema ao INSS, que marcou a liberação dos benefícios para o mesmo dia. A situação se repetiu em outras unidades, como na Rua Marechal Rondon, onde mães com crianças de colo aguardaram por horas. O banco não se manifestou sobre o caso até o fechamento da reportagem.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
Apesar do calor intenso, a espera representa a oportunidade para muitas mães receberem o salário-maternidade do Governo Federal. A dona de casa Daiane Aparecida, de 28 anos, contou que chegou por volta das 14h. “O instituto é quem define a agência onde vamos receber o dinheiro. É a primeira vez que venho sacar e já me deparei com essa fila. Disseram que de manhã estava bem pior”, relatou.
A professora Lázara Borges, de 59 anos, afirmou que acompanhava o esposo e chegou ao banco por volta das 12h. Segundo ela, a fila não tinha organização mínima. “Tinham mães com crianças de colo misturadas com idosos. Todos estão aqui para receber, mas acima de 80 anos há prioridade. Nós mesmos organizamos a fila preferencial”, disse.
Após uma hora e meia de espera, o marido conseguiu entrar na agência. Do lado de dentro, segundo Lázara, havia muitas mulheres com bebês no colo, em pé. “Eles estavam deixando entrar de quatro em quatro pessoas. Tem gente querendo ir ao banheiro, sem água. Teve uma mãe que precisou pedir ‘pelo amor de Deus’ para conseguir ir ao banheiro. É uma injustiça muito grande”, afirmou.
Ainda conforme a professora, funcionários teriam informado que o problema seria do INSS, que marcou a liberação do benefício para esta data. “Pedimos que distribuíssem senhas, mas disseram que o espaço de autoatendimento não faz parte do banco e, por isso, não poderiam entregar senha”, reclamou Lázara.
A dona de casa Kamilla Cristina Soares, de 22 anos, chegou por volta das 14h30 à agência da Coronel Antonino, com a filha de dois meses no colo. “A primeira parte fazemos pelo aplicativo, depois avisaram que o benefício estava disponível aqui. Precisei trazer minha bebê e enfrentar o sol para receber. Acho que vou ficar pelo menos uma hora aqui fora, porque nem o preferencial está funcionando. Ainda bem que trouxe água, porque está muito quente”, disse.
Depois de quatro horas, Wagner Dutra de Paiva, de 40 anos, conseguiu deixar a agência. “Cheguei às 10h para resolver a conta de recebimento do benefício. Só posso receber nesta unidade. Lá dentro não tem onde sentar, está lotado; aqui fora também”, afirmou. Segundo ele, o saque só pode ser feito diretamente no caixa, o que prolonga o atendimento.
Para evitar novas filas, Wagner pretende mudar a agência de pagamento. “Vou tentar transferir para outra unidade. Depois do primeiro recebimento, dá para alterar pelo aplicativo”, explicou.
Na agência da Rua Marechal Rondon, no Centro, a situação também foi de espera prolongada. A dona de casa Amanda Nathyelen, de 28 anos, relatou que chegou por volta das 13h30 para receber o salário-maternidade e aguardou por horas.
“Estou com meu filho no colo e não há lugar para sentar. O atendimento preferencial não está funcionando. Tem gente lá dentro desde 11h40, com crianças de colo com fome. Só fui chamada porque estou com meu filho”, contou.
Do lado de fora, o motoentregador Tainan Silva, de 23 anos, aguardava a esposa. “Aqui fora está mais tranquilo, mas lá dentro está bem cheio. Ainda não consegui falar com ela, mas dá para ver que tem bastante gente na fila”, disse.
O Campo Grande News tentou contato com o banco, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
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