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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

20/09/2013 14:38

Preso que mandou matar mulher infiel é condenado a 17 anos de prisão

Edivaldo Bitencourt
Everton tem antecedentes por tráfico, porte de arma e homicídio (Foto: Cleber Gellio)Everton tem antecedentes por tráfico, porte de arma e homicídio (Foto: Cleber Gellio)

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, condenou, na tarde desta sexta-feira (20), Everton Rodrigues, 29 anos, a 17 anos de prisão em regime fechado por ter mandado matar a mulher “infiel” com sete tiros. Ele determinou a execução da companheira porque desconfiou que ela o “corneava”.

Preso no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, o jovem é ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ordenou a execução de Darlen Hellen de Souza Serrilho no dia 16 de setembro do ano passado. Ele contratou dois bandidos para matarem a mulher. Os dois suspeitos, Tiago Jorge da Silva Figueiredo e José Valdir de Freitas Pereira, tiveram o julgamento adiado de hoje para novembro.

Em depoimento no júri popular no Fórum de Campo Grande, Everton confessou que mandou matar a mulher. Ele suspeitou que ela estava lhe “corneando”.

Como estava preso, já que cumpre pena por porte ilegal de arma e outro homicídio, Everton usou um telefone celular coletivo e contratou um homem para matar a mulher.

Segundo despacho do magistrado, ele ainda convenceu a mulher a ir até a estrada vicinal de acesso ao Aeroporto Santa Maria, onde teve os braços e pernas amarrados antes de ser executada.

Darlen foi morta com um tiro na mão esquerda, outro na costas, quatro no ouvido e outro na cabeça. “A suposta traição não seria motivo para a prática do crime, mormente se o acusado confessou que não se certificou da sua veracidade. As conseqüências do crime são típicas da espécie, ou seja, dor, sofrimento pela perda de um ente querido tanto dos seus familiares (pai, mãe, irmãos, tios, etc.) como também de seus amigos, bem como cumpre consignar que a vítima também era jovem representou a vontade de executá-la sumariamente”, destacou Santos, na sentença de condenação.

Rodrigues já foi condenado por porte ilegal de arma em 2005 e por homicídio em 2006. Ele ainda responde a dois processos judiciais por associação para o tráfico e tráfico de drogas.



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