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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

24/01/2013 17:58

Proibidos de usar arma, agentes penitenciários param nos dias 30 e 31

Nícholas Vasconcelos e Helton Verão
Servidores decidiram sobre paralisação durante assembleia nesta quinta-feira. (Foto: Rodrigo Pazinato)Servidores decidiram sobre paralisação durante assembleia nesta quinta-feira. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Os agentes penitenciários estaduais e federais vão paralisar as atividades nos dias 30 e 31 deste mês em protesto contra o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) ao projeto que autoriza o porte de armas por esses servidores. A decisão foi tomada hoje durante uma assembleia da categoria em Campo Grande.

A categoria afirma que está à beira de um colapso, já que só no ano passado 18 agentes penitenciários foram mortos em todo país. Em Mato Grosso do Sul, um agente foi morto em 2011 no semiaberto da Vila Sobrinho, na Capital.
No Estado, são 1.300 servidores estaduais e 180 federais.

Participaram da reunião os presidentes do Sinsap/MS (Sindicato dos Agentes Penitenciários Estaduais de Mato Grosso do Sul), Francisco Sanábria; Cíntia Rangel Assumpção, do Sinapf (Sindicato dos Agentes Penitenciários Federais em MS) e Fernando Anunciação, da Federação Nacional da categoria. Eles consideram o veto um desrespeito a classe, já que os criminosos podem se organizar dentro dos presídios.

Nos dias da paralisação, 90% dos trabalhadores vão cruzar os braços e suspender o atendimento aos advogados e as visitas. Banho de Sol e as outras atividades internas dos detentos serão mantidos.

Os líderes sindicais dizem que o veto foi motivado porque a presidente afirma que há muitas armas circulando no País, o que os funcionários consideram um erro porque eles já utilizam armamento dentro das unidades.

“O agente já circula dentro do presídio com sua arma, na hora de ir embora ele tem de deixar. A única coisa que vai mudar é que ele vai permanecer com a arma”, explicou Cíntia Rangel.

Servidor que trabalha em Três Lagoas e que já foi vítima de um atentado diz temer pela segurança, já que não tem como se defender. Em 2009, um motociclista atirou contra a casa do agente, que havia sido ameaçado na véspera pelos presos. Três meses antes, uma aviso “mandou” que ele se mudasse.

“Tenho medo e aonde eu vou sempre olho para se tem alguém. Se vir um ex-presidiário eu prefiro não permanecer”, revelou.

Depois do atentado, ele resolveu trocar de endereço para fugir de novos ataques.

A paralisação da categoria é nacional, vai ser realizada em 16 Estados e Distrito Federal. Além da Capital, os presídios federais de Mossoró (RN) e Catanduvas (PR) terão as atividades suspensas.

Uma manifestação está marcada para o dia 4 de fevereiro, na abertura do Congresso Nacional, em Brasília.

 



É o agente penitenciario que convive com o preso por anos a fio, quem combate o tráfico de drogas e armas e homicídios, que leva informações privilegiadas para polícia federal e civil no que concerne planejamento dos presos para explodirem caixas eletrônicos e bancos e sequestros, além de encomendarem mortes de autoridades como juízes e promotores, autuam em flagrante tráifco de drogas em penitenciárias fechadas e semi abertas e além de tudo evitar fuga e nisso tudo trabalhamos armas. Como não portar arma fora de serviço para garantir sua integridade física sua e de seus familiares, caso essa esdrúxula situação não se reverta é só uma questão de tempo para tragédias nacionais se repetirem. Será mais um caso típico de remédio após o paciente adoecer, como no caso da boite no RS.
 
michelangelo wandrol augusto e silva em 30/01/2013 23:31:53
A grande arma para se resolver situações de impasse, é o diálogo. Portanto, caros agentes penitenciários estaduais e federais, montem uma representação, documente-a, levem-na até a Presidente Dilma, mostrando a real necessidade do porte de arma, e cobrem dela o real motivo dela de ter vetado o projeto de porte de arma.
Lembramos sempre que, quem cuida de bandidos está na eminência de ser alvo dos mesmos, portanto os agentes não são apenas babás! Querem ter certeza de que irão, depois do trabalho, voltar para suas famílias.
 
José Roberto Bastos em 25/01/2013 08:09:20
eles não tem preparo pra usar armas. vão atirar entre neles mesmo, sem contar que vão querer dar uma de policia por ai.
 
juliana fernandes em 24/01/2013 21:27:04
Tem é de fazer eles passarem por uma reciclagem principalmente no atendimento!
 
sandra lima em 24/01/2013 18:56:44
quem deve ser desarmado é o bandido, jamais alguem da segurança, atitude errada da presidente quem gosta deste tipo de ato é a bandidagem.....
 
denilson carvalho em 24/01/2013 18:53:18
PARABÉNS, QUERIDA PRESIDENTA, JÁ EXISTEM OS SERVIDORES EM SERVIÇO USANDO ARMAS, QUEM PRECISAR DE SOCORRO TEM QUE LIGAR 190 QUANDO CRIMES, E 193/192 PARA ATENDIMENTO MÉDICO, E TEMOS QUE SER BEM ATENDIDOS COM RAPIDEZ, SEGURANÇA E EFICIÊNCIA, AFINAL PAGAMOS NOSSOS IMPOSTOS PARA TERMOS A SEGURANÇA DEVIDA PELO ESTADO. JÁ PENSOU SE CADA CIDADÃO REIVINDICAR UMA ARMA AO SAIR DO TRABALHO? AÍ NÃO VAI TER VALIDO A PENA A CAMPANHA DO DESARMAMENTO.
 
RIVALDO DA SILVA em 24/01/2013 18:26:46
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