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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

21/07/2010 18:38

Renda e bagagem de conhecimento movem recenseadores

Redação

Além de dinheiro, grande parte dos 620 recenseadores que iniciam no próximo dia 2 de agosto o Censo 2010 em Campo Grande busca algo mais. Para alguns, será currículo escolar. Para muitos, uma nova experiência de vida.

Durante toda a semana eles participarão de uma etapa de treinamentos e avaliação antes de partirem para o trabalho de campo. Na Escola Estadual Bernardo Franco Baís, 236 participam dos cursos.

Dafne de Oliveira, de 23 anos, concilia as aulas do quinto ano de Direito, os estudos para exame da OAB e um estágio com o Censo. Assim como ela, muitos outros universitários e até mestrandos utilizam o trabalho no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) como uma oportunidade de se conhecer o Brasil e suas "gentes".

"Além de ser uma fonte de renda, é um trabalho que possui como retorno um conhecimento mais profundo do país. Sinto-me parte do desenvolvimento do Brasil. Acho que será uma bagagem para o trabalho e para a vida", diz a estágiária de direito.

A tripla jornada da estudante só será possível pela flexibilidade de trabalho este ano. Cada integrante poderá montar sua escala de trabalho através de uma área previamente determinada. A remuneração irá se basear na produção e no tamanho da "missão" de cada recenseador. "Vou realizar meu trabalho nos finais de semana", garante Dafne.

Duas vezes por semana os dados do PDA (computador de mão de quem realiza o Censo) devem ser descarregados nos pólos. Apesar da flexibilidade, cada recenseador terá uma meta a cumprir.

Administrador de 63 anos, José Coelho participa pela primeira vez de um censo. "Sou consultor e o trabalho também é uma forma de agregar conhecimento", diz.

Para ele, além de ser um trabalho sociológico, fazer parte do Censo que apresentará o raio-x do Brasil possui outro simbolismo. "

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