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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/02/2009 10:14

Samu aponta mal-entendido e nega omissão de socorro

Redação

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) apontou que houve um mal-entendido, ontem, sobre o transporte de um recém-nascido que caiu do colo da mãe, quando ela procurou atendimento no posto de saúde do bairro Guanandi.

De acordo com o supervisor de regulação do Samu, Rodrigo Quadro, o profissional do Samu, acionado via telefone após a queda do menino, liberou vaga na Santa Casa e, como a criança estava bem, questionou se os pais poderiam fazer o transporte. Sem resposta, a ocorrência ficou em aberto.

Ontem, a família da criança denunciou ao Campo Grande News que houve omissão de socorro.

Pai do recém-nascido, João Antônio dos Santos Cardoso, de 19 anos, relatou que o transporte foi feito pela PM (Polícia Militar), pois o Samu não havia permitido que a ambulância, que estava no posto, fizesse o transporte até a Santa Casa.

Conforme o supervisor de regulação, o Samu tem oito viaturas e orienta que o transporte na ambulância seja em caso de atendimento especializado, como acidente ou suspeita de infarto.

Nesta quinta-feira, Rodrigo Quadro trouxe uma gravação do diálogo entre a pediatra do posto de saúde e o médico do Samu ao Campo Grande News.

Na conversa, a médica informa que a criança está bem, mas a ida ao hospital era necessária por se tratar de queda. O médico do Samu, então, orienta que a criança seja levada para a Santa Casa.

A pediatra sugere que o bebê vá para o HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian, por se mais perto, mas o médico do Samu esclareceu que apenas a Santa Casa presta atendimento neurológico de urgência.

Em seguida, a pediatra solicita o transporte e o médico do Samu pergunta se há possibilidade da família levar a criança.

A pediatra fala que o tio da criança é policial militar, mas não poderia ir até o local por estar numa ocorrência. O médico do Samu pede para que a pediatra insista, mas deixa o pedido em aberto, caso fosse necessário liberar a viatura.

Leia o trecho do diálogo sobre o transporte:

Samu: Pede pra família ta levando lá para a Santa Casa.

Pediatra: O pai está sem transporte, poderia liberar (a ambulância)?

Samu: Não tem condições de conseguir carona com parente?

Pediatra: Segundo o pai, o tio da criança é policial militar. Ele o trouxe aqui, mas tá numa ocorrência e não pode vir para cá.

Samu: A senhora não quer dar uma insistida? Vou deixar a ocorrência em aberto, se não conseguir mesmo uma carona, eu libero uma ambulância.

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