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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

12/06/2013 14:57

Secretário-geral da Presidência é convocado para explicar demarcações indígenas

Nadyenka Castro
Oziel Gabriel foi velado na casa onde morava com a família. (Foto: João Garrigó)Oziel Gabriel foi velado na casa onde morava com a família. (Foto: João Garrigó)

O secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, será convocado pela Câmara dos Deputados para explicar o processo de demarcação indígena.

A convocação de Carvalho foi aprovada nesta quarta-feira, pela Comissão de Agricultura da Câmara, por 25 votos a 10. Ele deve comparecer à comissão num prazo de 30 dias.

O deputado Bohn Gass, do PT do Rio Grande do Sul, chegou a entrar em contato com Carvalho, agendando a vinda do ministro para a semana que vem, numa tentativa de evitar a convocação. Mas o plenário não aceitou.

O deputado Luis Carlos Heinze, do PP do Rio Grande do Sul, autor do requerimento, justificou a convocação pela situação atual de conflito entre agricultores e índios:

"Faz mais de dois anos que estamos insistindo em solução e só temos enrolação. Ao ministro da Justiça, ao advogado-geral da União, Casa Civil... nós não sabemos mais a quem apelar em cima deste processo. As mortes estão ocorrendo. A mídia fala muito hoje do índio que foi morto a semana passada no Mato Grosso do Sul; não falam, por exemplo, de um pequeno produtor que os índios trucidaram lá no Mato Grosso do Sul... Eu estou preocupado com esta gente e por isso, o que nós fizemos, é votar este requerimento para pressionar o governo"
Bohn Gass disse que tanto agricultores quanto índios têm suas razões, mas disse que o governo está tentando resolver a questão da melhor maneira possível sem ferir a lei.

"Só que o governo quando suspende ou não faz demarcações, ele está prevaricando frente à própria lei. Então ele é forçado a fazer as demarcações. Porque isso os constituintes à época votaram, os nossos colegas deputados. Então nós estamos em uma situação muito difícil"

No Estado - Em Mato Grosso do Sul, é constante o impasse entre fazendeiros e índios. Os últimos capítulos têm como cenário a fazenda Buriti, onde morreu o índio Oziel Gabriel, 35 anos. O terena é o indígena que o deputado Luis Carlos Heinze, do PP do Rio Grande do Sul, se referiu.

A fazenda foi invadida dia 15 de maio e no dia 30, policiais federais e militares estiveram no local para cumprir ordem de reintegração de posse. Houve conflito. Índios e policiais ficaram feridos. Oziel morreu.




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