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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

09/04/2013 12:11

Servidores do Detran do MT podem estar envolvidos com quadrilha presa

Francisco Júnior e Mariana Lopes
Ivan, apontado como o chefe da quadrilha em MT, chegou ao Gaeco de helicóptero  (Foto: Vanderlei Aparecido)Ivan, apontado como o chefe da quadrilha em MT, chegou ao Gaeco de helicóptero (Foto: Vanderlei Aparecido)

O MPE (Ministério Público Estadual) investiga o envolvimento de servidores do Detran (Departamento de Trânsito) de Mato Grosso com a quadrilha presa nesta manhã (9) em uma operação desencadeada entre o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e PRF (Polícia Rodoviária Federal) em cinco cidades de Mato Grosso do Sul. A organização criminosa é acusada de emitir CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) de forma fraudulenta .

De acordo com o chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Marcos Alex de Oliveira Veras, a suspeita foi levantada por conta do material apreendido com integrantes da quadrilha. O papel usado na impressão do documento é original e emitido pelo departamento de trânsito do MT.

Segundo a PRF, a investigação ainda apura a ligação entre membros da quadrilha de MS e MT, já que o chefe da organização, o advogado Ivan Costa dos Reis, de 43 anos, foi preso em Cuiabá, capital do Estado vizinho. Ele foi trazido para a sede do Gaeco, em Campo Grande, de helicóptero.

Os outros envolvidos também já estão na sede do grupo. Foram presos no Estado Ednaldo Francisco de Lima, de 43 anos, em Nioaque; os irmãos Elcilande Serafim de Souza, 46 anos, Elcimar Serafim de Souza, 37 anos, e Elcivar Serafim de Souza, 58 anos, em Anastácio; Gilmar Rabelo Ferreira, 40 anos, em Jateí; Adélio Paulino, de 63 anos, em Sidrolândia.

Com Adélio, foram apreendidas duas armas: uma espingarda calibre 22 e um revólver com o mesmo calibre.
A investigação foi iniciada em outubro do ano passado diante da constatação de um grande de duplicidade de numeração de CNHs. Além das carteiras de habilitação, a quadrilha também emitia certificados de Cursos de Transporte de Cargas Perigosas, Transporte de Passageiros e Coletivos.

De acordo com o MPE, cada habilitação era vendida por valores que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Já os certificados de curso eram vendidos pelo valor de R$ 400. Estima-se que em menos de três meses a quadrilha tenha comercializado cerca de 50 habilitações.

Nesta terça-feira, o Ministério Público brasileiro, através do GNCOC (Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas), em parceria com diversos outros órgãos, deflagrou a Operação Nacional contra a Corrupção, destinada a desmantelar esquemas de corrupção que atuavam em 12 Estados do País: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.

 




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