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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

03/04/2013 15:48

Sob chuva, alunos da UFMS fazem trote, mas nem todos cortam cabelo

Viviane Oliveira e Nadyenka Castro
Acadêmicos comemoram o início do ano letivo no bar. (Foto: Simão Nogueira)Acadêmicos comemoram o início do ano letivo no bar. (Foto: Simão Nogueira)

A chuva desta quarta-feira (3) não suspendeu o tradicional trote dos acadêmicos no primeiro dia de aulas da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Com cabeça raspada, corpo e rosto pintado, um grupo de jovens se concentrou em um bar próximo a instituição.

Para dar as boas vidas aos calouros, o DCE (Diretório Central dos Estudantes) distribuiu camisetas para os acadêmicos. “Quem chegava ao DCE para pedir informação ganhava uma camiseta de boas vindas”, disse um dos membros do movimento, Guilherme Pimentel.

Na parte da manhã os alunos foram recebidos na universidade por um trote cultural. Depois eles saíram da instituição para comemorar o início do ano letivo em um bar.

Calouro de Artes Visuais, André Luiz Martins de Aquino, 20 anos, conta que morava em São Paulo e passou no vestibular em Campo Grande. Ele era um dos que estavam no bar comemorando com os veteranos. Dono de um cabelo estiloso, ele só permitiu a pintura do corpo. “Digamos que me tatuaram”, disse sorridente o futuro acadêmico de artes.

O amigo de André, Marcelo Henrique Barreto, de 19 anos, estava com uma caveira pintada no rosto. “Pintura tudo bem, mas não vou deixar cortar o meu cabelo”, disse, em meio à euforia dos outros acadêmicos.

Chuva não afasta acadêmicos de trote. (Foto: Simão Nogueira)Chuva não afasta acadêmicos de trote. (Foto: Simão Nogueira)

A veterana do curso de Artes Visuais Nelly Stefany, de 26 anos, já se formou, mas não perde um trote. “Essa festa já virou tradição”, afirma.

Um ônibus foi locado para levar os alunos para uma festa em uma chácara. Os ingressos foram vendidos antes no valor de R$ 25. Os acadêmicos que estavam organizando não souberam dizer quantos ingressos foram vendidos.

Calouro do curso de Ciências da Computação, João Paulo Sirugi, de 18 anos, era um dos que iriam para a comemoração na chácara. Com o cabelo raspado, ele disse que ninguém o obrigou, fez por quis.

O que geralmente motiva os acadêmicos a participarem dos trotes é a vontade de se enturmar mais rápido. Como é o caso da caloura de jornalismo, Júlia Beatriz, de 17 anos. Ela morava em Bento Gonçalves (RS) e passou no vestibular em Campo Grande. “Espero me enturmar rápido com o pessoal daqui”, finaliza.

No início do ano, o MPF/MS (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul) recomendou as dez maiores instituições de ensino superior do Estado para que tomem providências contra o trote estudantil, porque caso ocorra situações deste tipo a instituição poderá ser responsabilizada judicialmente.

As aulas na UFMS só começaram neste ano por causa da greve realizada pelos docentes no ano passado, que empurrou o fim do ano letivo para o início de 2013.



Acho que esses jovens devem ter mais consciência com as suas atitudes, o trote é perigoso é toda brincadeira tem o seu limite! Eu sou uma senhora não é porque sou velha que eu não sei o que estou dizendo!! Se vocês forem que nem meu neto ele vai dizer vó tu ta dizendo bobagem e e respondo para meu filho perfaça das minhas palavras as tuas!! Meus jovens fazendo favor tomem cuidado!!
 
Nirva Afonso Meirão em 03/04/2013 16:58:52
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