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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

27/03/2008 17:00

UCDB barra acusados de comprar diploma em pós-graduação

Redação

A UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) barrou a entrada no curso de pós-graduação que será oferecido, a partir de amanhã, a servidores do sistema penitenciário que são alvos de inquérito da Polícia Federal sob a acusação de terem comprado os diplomas de ensino superior. O curso, de Gestão Prisional, terá aula magna amanhã, e será dado a uma turma de 35 funcionários da Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário), com apoio do Depen (Departamento Nacional do Sistema Penitenciário, ligado ao Ministério da Justiça. 

O Campo Grande News apurou que uma das condições da UCDB para fechar o acordo foi a não participação no curso dos servidores acusados de comprar diplomas. Segundo a investigação da PF, eles participaram de um esquema de venda de diploma por parte da Fifasul (Faculdades Integradas de Fátima do Sul), para poder conseguir enquadramento na lei que mudou as regras para as carreiras na Agepen, em 2002, e assim assegurar salários até 40% maiores para quem tivesse nível superior. São 23 funcionários, entre eles ocupantes de cargos de confiança. 

O inquérito já foi relatado ao MPF (Ministério Público Federal), em fevereiro deste ano, para que decida se vai apresentar denúncia à Justiça Federal.  A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) anunciou que assim que recebesse o inquérito da PF tomaria providências, mas até agora não houve abertura de sindicância.Entre os servidores com cargo de confiança, a reportagem apurou que só Ronan Vargas, que dirigia o presídio de Aquidauana, foi afastado do cargo. O diretor do Presídio de Trânsito, Oldemar de Oliveira, que está na lista dos acusados, continua no cargo.

Oldemar e outros servidores chegaram a fazer uma outra pós-graduação, na Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região), usando o diploma conseguido de forma fraudulenta. A instituição, quando consultada, não deu detalhes, mas disse que, se a irregularidade fosse confirmada, adotaria providências.

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