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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

25/10/2013 11:17

Vítima de acidente espera 120h por cirurgia e ortopedia sofre com lotação

Aliny Mary Dias
Rodolfo sofreu acidente de carro no domingo e ainda hoje espera por cirurgia (Foto: Pedro Peralta)Rodolfo sofreu acidente de carro no domingo e ainda hoje espera por cirurgia (Foto: Pedro Peralta)

A superlotação do setor de ortopedia da Santa Casa, referência neste tipo de atendimento, é recorrente e os pacientes que esperam dias por uma vaga no centro cirúrgica sofrem com a falta de estrutura do hospital. Os profissionais que se desdobram para atender os pacientes e diminuir as filas de espera esbarram no aumento de acidentes, principalmente envolvendo motociclistas. Há caso de vítima de acidente aguardar na fila há mais de 120 horas. 

Na manhã desta sexta-feira (25), 25 pacientes estão internados na área pré-ortopédica e aguardam vaga no centro cirúrgico, segundo o coordenador do centro cirúrgico, médico anestesista Luiz Gustavo de Souza.

Um dos pacientes que vive o drama da demora é o pintor Rodolfo Filho, 23 anos. O jovem conduzia um EcoSport que capotou com outras quatro pessoas no domingo (20), no bairro Santa Mônica. Dos feridos, apenas o motorista continua internado e não tem ideia de quando a espera vai acabar.

“Eu fraturei o ombro e estou esperando cirurgia desde domingo. É uma situação terrível porque não tem vaga e a gente precisa esperar na fila. A gente se alimenta mal e não tem conforto, infelizmente só nos resta esperar”, desabafa o paciente.

Conforme os dados da Santa Casa, do dia 1ª de janeiro até o dia 24 de outubro deste ano, 5.056 pessoas deram entrada no pronto-socorro da unidade após se envolver em acidente de trânsito. Deste total, 3.572 eram condutores ou passageiros de moto, um índice de 70,6%.

Vítimas de acidente com moto equivalem a 70,6% das internações de acidente de trânsito (Foto: Pedro Peralta)Vítimas de acidente com moto equivalem a 70,6% das internações de acidente de trânsito (Foto: Pedro Peralta)

Uma das vítimas que precisou ser encaminhada para a Santa Casa depois de um acidente com moto é o Gilberto Moreira Júnior, de 30 anos. O homem seguia pela Via Morena na tarde de ontem (24) quando perdeu o controle ao desviar de outra moto.

Com várias fraturas na perna esquerda, Gilberto é mais um da fila para o centro cirúrgico da ortopedia. “A situação é péssima, a gente agradece o bom tratamento que tem por parte dos profissionais, mas essa espera é angustiante”, diz.

O coordenador do centro cirúrgico explica que o problema da lotação é crônico principalmente em razão do número de acidentes. “Nós somos a principal referência em traumas e vemos com angústia os números de acidente crescendo a cada dia. Além disso, a gravidade das lesões também aumenta em razão dos acidentes de moto”.

Um dos setores com maior demanda no hospital, o centro cirúrgico ortopédico possui quatro médicos e dezenas de profissionais envolvidos. Em dias atípicos como o registrado nesta quinta-feira (24), a fila de pacientes aguardando cirurgia aumenta.

Coordenado do centro de cirurgia ortopédica confirma lotação (Foto: Pedro Peralta)Coordenado do centro de cirurgia ortopédica confirma lotação (Foto: Pedro Peralta)

“Ontem tivemos um caso especial que foi um paciente que teve politraumatismo. Com isso, metade da nossa equipe ficou cerca de oito horas na sala de cirurgia com ele e os outros menos graves tiveram que aguardar. Essas situações ocorrem com frequência e é feita uma classificação de risco para organizar os pacientes”, explica o médico que ressalta ainda que da segunda-feira (21) até a quarta-feira (23), 100 cirurgias foram realizadas no centro.

Solução - Para o responsável pela ortopedia, a única saída para a diminuição da demanda e em consequência da fila, é um trabalho envolvendo políticas públicas para a prevenção de acidentes.

“É um problema que acontece em todo o país e é complicado porque vemos os índices aumentando a cada dia. O poder público tem que agir para evitar que essa situação piore”, completa Luiz Gustavo.



A superlotação é uma constante em todos os hospitais, referências em Campo Grande. E esta superlotação não é só causada pelo aumento dos acidentes que sobrecarrega a ortopedia, mas também as outras especialidades médicas. O problema da saúde em Campo Grande é a falta de multiplicação dos equipamentos de apoio médicos, duplicidade de equipes em referências médicas., em si, falta de mais centros médicos especializados disponível.Mais enfermarias disponível e pessoal de apoio. Ou seja todo os sistema de saúde em Campo grande e Brasil é deficitário em tudo. Pois falta de tudo.
 
luís eloy alves da costa em 25/10/2013 17:11:09
ENQUANTO ISTO OS LEITOS DO HU ESTÁ TÃO VAZIO QUE OS CHEFES DE ENFERMAGEM ESTÃO , CORTANDO OS PLANTÕES DOS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM POR FALTA DE PACIENTES DE CIRURGIA ORTOPEDICA..... DÁ PARA ENTENDER ISTO??????
 
ELY MONTEIRO em 25/10/2013 16:14:12
Este pessoal não têm do que reclamar, em sua maioria são responsáveis por por este caos, o que falta ao poder público é começar a punir quem age de forma irresponsavelmente, para não penalizar quem realmente necessita de atendimento, e a melhor forma seria cobrar pelo atendimento, provocou acidente, estava embriagado, furou farol vermelho, pague como particular, tenho certeza que o sujeito vai pensar duas vezes antes de cometer uma infração se souber que pode lhe custar muito caro, porque campanha educativa não comove ninguém, estão ai os índices de que aumentam a cada dia.
 
Marco Aurélio em 25/10/2013 12:29:12
Um dos problemas do transito são os faróis mal regulados, faróis de milha usados na cidade, o motorista que vem na pista inversa, tem bastante dificuldade.
Outra coisa,é a falta de atenção pois parece que todos os motoristas,vivem por seus celulares,
Isso fora a bebida, pessoas sem carteira de motorista e sem educação.
 
Mirella Forti Cossignani em 25/10/2013 11:44:38
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