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A relevância das “small talks” no relacionamento profissional

Se não gosta ou evita a “small talk”, você pode estar deixando de experimentar inúmeras interações importantes

Por Larissa Almeida (*) | 26/07/2022 08:14

Muita gente acredita que é perda de tempo ter uma conversa informal sobre algum assunto aleatório com colega de trabalho (ou desconhecido na fila, por exemplo). As chamadas “small talks”, ou conversas pequenas em tradução literal, antes ou ao final de encontros profissionais, ou reuniões, lubrificam as engrenagens sociais no ambiente de trabalho, estreitam laços e podem até criar oportunidades de negócios. Trocas de cumprimentos, perguntas cordiais sobre como está a família, promessas de marcar um café, conversas sobre arte, cultura ou esportes, são muito válidas.

O autor do livro “Amigo de um amigo: Entendendo as redes ocultas que podem transformar sua vida e sua carreira” (tradução livre), Davis Burkus, diz que “small talk” é mais do que um ato de educação, é crucial para o sucesso em diferentes aspectos da vida. Para ele, se não gosta ou evita a “small talk”, você está apenas deixando de experimentar inúmeras interações sociais importantes.

Eventos de networking, festas com amigos e até mesmo uma fila no restaurante podem exigir boas habilidades de conversação e também um certo “timing” para entender se o outro está interessado. Fazendo uma analogia, é “bater na porta, aguardar a resposta da outra pessoa e ver se ela irá te convidar para entrar ou não”.

É importante que a conversa seja leve e informal, então evite tocar em temas polêmicos como a saúde, religião e ponto de vista político da pessoa. Isso poderá criar constrangimentos desnecessários. Converse sobre temas comuns a vocês dois.

Você também precisa demonstrar interesse genuíno pelo que a outra pessoa está falando.  Além do que, é sempre a oportunidade de aprender algo, fazer uma nova amizade ou um novo cliente. É interessante fazer perguntas abertas, que não exijam respostas como apenas sim ou não. Perguntas simples são geralmente seguidas de respostas curtas e silêncio. Perguntar sobre algo que interesse aquela pessoa é uma boa. As pessoas adoram falar sobre si mesmas porque é mais fácil falar sobre o que se conhece.

Lembre-se de manter contato visual a maior parte do tempo, porque isso cria conexão e demonstra interesse. Jamais interrompa ou prepare sua resposta enquanto a pessoa está falando, até porque a última palavra que a pessoa falar poderá alterar o significado de tudo o que ela disse antes.

Também não ofereça conselhos, sugestões ou soluções sem ser solicitado. Falei sobre isso aqui. Evite ser informal ou íntimo demais, mesmo estando em um momento mais descontraído. Cuidado para não propagar fake news, boatos ou fofocar nesse momento, porque este comportamento é muito mal visto pela maioria das pessoas. Por fim, evite se prolongar demais, até porque provavelmente os dois terão trabalho a fazer.

A história nos mostra que grandes parcerias de negócios e relacionamentos duradouros foram iniciados com simples conversas triviais.  Antes de Ben Cohen e Jerry Greenfield se tornarem amigos e lançarem a Ben & Jerry’s (aquela marca de sorvete deliciosa), eles conversaram diversas vezes enquanto corriam na aula de educação física.

(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS. Trabalhou durante 14 anos na área de comunicação e imagem em importantes instituições como Caixa Econômica Federal, Prefeitura de Campo Grande, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul. Consultora de imagem formada pelo RML Academy e Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Especialista em Dress Code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial. Siga-me no Instagram @vistavoce_.

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