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De olho na TV

Barriga de aluguel na TV do MS

Por Reinaldo Rosa | 07/06/2013 12:09

UMA EMISSORA A SERVIÇO DO BEM – Rodrigo Bocardi, no Bom Dia São Paulo, noticiou sobre os tumultos procados contra aumento de tarifas de ônibus e metrô. Teve o cuidado de enfatizar que os aumentos foram abaixo da inflação do período e que, há cerca de ano e meio, não havia majoração dos valores. Condenou os atos dos insurgentes nas entrelinhas.

NÃO ESTÁ SÓ – A exemplo dos comentários da coluna anterior, as repetidoras de TVs também abrem espaços para parlamentares através de aluguel de horários. Todos sabem disso. É pela telinha que alguns privilegiados (pela verba de divulgação parlamentar) solidificam seus nomes frente a ingênuos espectadores-eleitores.

VIA DE MÃO DUPLA – Alguns anos atrás, Jorge Elias Zahran, então como dirigente titular da TV Morena, afirmou que a emissora não seria mais escada para futuros políticos (e citou Pedro Dobes como exemplo). Até hoje a repetidora da rede Globo é uma das poucas que não se presta a esse tipo de palanque de alguns.

ATIRANDO PARA TODOS OS LADOS – Partindo dos microfones do rádio para o céu da política sul-mato-grossense, o depuado estadual Maurício Picaelli invadiu canais de TVs loc ais (sem contar redirecionamentos de crença religiosa). Com desempenho que não realça a atividade jornalística como um todo, segue na sua inabalável tarefa de cabalar votos para eleições futuras. Às favas a qualidade do que oferece a quem não liga pra isso.

ESCADA DE LUXO – Marcelo Resende, no Cidade Alerta, da rede Record, está ‘bombando’ na audiência televisiva. Por força de programação nacional, o que seria espaço para o noticiário local, é ocupado pelo nobre deputado e seu diário de bordo de péssima qualidade.

OLHOS, OUVIDOS E ESTOMAGO – Segundo o Ministério das Comunicações, a concessão para a atividade de comunicação tem de ser-prioritariamente- seguida de mensagens educacional e informativa. A locação de espaço ao vereador Wanderley Cabeludo (no ar aos sábados) é a totalnegação destes mínimos compromissos.

FALA POVO – “Que injustiça atribuir as rádios o enxame de políticos que infestam os meios de comunicação. A televisão está, também, infestada de políticos tapeando as velhinhas com programas de medicina, populistas, sorteios de sacolão, etc. tudo para garantir votos”. Horlando P. de Mattos

IMPESSOALIDADE DA INFORMAÇÃO – Colegas tarimbados da imprensa sul-mato-grossense bem que poderiam impor-se e corrigir atitudes impostas pelo dono do programa. Ao pautar notícias, elas têm de –necessariamente- serem dirigidas ao público alvo. Nunca ao ‘deputado Picarelli’ em particular. Culto à personalidade não é tarefa de jornalista responsável.

FRITURA – A decisão da diretoria da rede Record determinar corte generoso na equipe de produção, foi o primeiro sintoma de descontentamento com o programa do Gugu. Sem render números que compensassem os três mihões de reais mensais, nesta semana foi a vez do próprio entrar na dança da galinha amarelinha dos ovos de ouro.