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De olho na TV

Colunas sociais eletrônicas

Por Reinaldo Rosa | 15/01/2014 09:33

TEMPOS DO RÁDIO - Filão editorial criado por Ibraim Sued, o colunismo social conquistou importante espaço nas editorias de jornais impressos há algum tempo. Originalmente dirigido a dondocas cariocas através da revista O Cruzeiro, as informações ali contidas surpreenderam pelo recall obtido.

ATRÁS DE CORTINAS - Carlos Suam era pseudônimo que o jornalista Roberto Marinho usava para assinar coluna social do jornal O Globo. Mesmo bafejado pelos ‘préstimos’ da ditadura iniciada nos anos de chumbo nacional, ele utilizava-se do espaço para queixar-se ou mandar recadinhos ao militares governantes de plantão à época.

NEM SÓ BABADOS E BARRACOS - Zózimo Barroso do Amaral inovou a introduzir notas econômicas e comportamento pessoal dos que gravitavam na política nacional. Aos poucos, criou estilo copiado em todo o país por quem se aventura em especializar-se em fofocas de bom nível. Cópia nem sempre alcançada por seguidores sem o mesmo talento. Claro.

NA SERRA – Nos anos 80, Nilson Pereira reinou solito nas páginas do Diário da Serra. Era respeitado pela sociedade – da capital, principalmente - e mantinha bom trânsito junto à classe guindada aos três Poderes de então. Também serviu de escola para muitos discípulos locais.

PRECURSORA – Com senso e visão de jornalista que sabe aonde quer chegar, Marilu Guimarães, através do Recado, na TV Morena, criou um programa de informação em forma de revista que, claro, era o preferido, também, de dondocas de Mato Grosso do Sul. Não sem razão, aliando carisma e inteligência, galgou cargos na política que, até hoje, muitos tentaram e poucos conseguiram. Nunca fez do Recado trincheira para coagir possíveis anunciantes. E os tinha em bom número.

AMAURY – Em nível nacional Amaury Jr. criou estilo desse tipo de atração e, também, serviu de exemplo para seguidores de retransmissoras regionais. Como centro catalizador da economia e política nacional, São Paulo oferece rica editoria tornado o apresentador influente e respeitado formador de opinião. Desnecessário citar a rica gastronomia da cidade que torna o programa capaz de segurar o telespectador até altas horas à frente da TV.

PARA POUCOS –Atualmente, em Mato Grosso do Sul, colunas sociais eletrônica são criadas e dirigidas, invariavelmente, para o público classe AA. Frustram possíveis anunciantes já que seus telespectadores têm costume de consumir produtos e artigos originários de outras paragens. Do exterior, preferivelmente. O crescimento de consumo das classes B e C – e que assistem ao programa - são contraditoriamente esnobados por produtores desse tipo de atração.

DO JC PARA O MUNDO – Das páginas do Jornal da Cidade, em Campo Grande, onde editava a coluna Acontecendo, J. Abussaf conquistou a América graças à sua certeza de chegar ao tão sonhado sucesso. De volta ao Estado leva ao ar sua coluna eletrônica no SBT/MS e, claro, não consegue escapar de comparações com outras atrações do gênero; rica editoria e sofisticada produção dirigida ao chamado público Top. Mesmo assim, é grande o acompanhamento do programa por parte de espectadoras que não se enquadram nesta classificação.

BLOCO DE COMERCIAIS - O Festas e Eventos criado originalmente para reforçar ações empresariais do apresentador, mantem-se no ar à base de eventos eivados de merchandising de seus promotores. Poucas são as coberturas que não têm tal finalidade comercial.

PEROLAS DA TV- Numa das edições desta semanano Bom Dia MS, TV Morena, o repórter Osvaldo Nóbrega caprichou na informação. “...O crime aconteceu próximo a este haras, onde se cria cavalos de corrida”. Pedro Bó vive.

RETORNO, A MISSÃO – Autorizada fonte passou esta informação à coluna. Escritório que representa diversos artistas locais – em nível nacional - ofereceu o cantor Vinícius e companheiro e Michel Teló à TV Morena para participarem do Show da Virada dos anos 2012 e 2013. O mais importante: gratuitamente. Seria o anúncio do ocaso da fase sertaneja nas emissoras do país?

CES’T LA VIE - “Pobre gosta é de Luxo”. Joãozinho Trinta.