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  • De olho na TV
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    com Reinaldo Rosa


01/10/2012 10:50

De Olho na TV

Reinaldo Rosa

CONCESSÕES SEM SESSÕES - As concessões de rádio e televisão, no MS, ao longo dos anos, foram direcionadas atendendo a interesses particulares – de grupos ou pessoas - ao sabor dos ventos de cada época, no congresso nacional. Distribuir benesses aos áulicos dos que são próximos ao governo central, parece prática normal como forma de conseguir aprovações necessárias à ‘governabilidade’ do presidente de plantão.

MAIORIA AMPLA - Atingir a tão sonhada maioria por presidentes, governadores e prefeitos, é tarefa estritamente ligada ao vale tudo do poder executivo correspondente. Implantação de coretos; fontes luminosas; estádios de futebol (mesmo em estados pífios na prática deste esporte) ou concessões para emissoras de rádio ou televisão, só mudam o nome –e a década- dos favorecimentos concedidos a alguns.

BAÚ DE FELICIDADE - Durante o governo Sarney – com Antonio Carlos Magalhães ministro das Comunicações – o Brasil foi sacudido com a maior distribuição de concessões radiofônicas, como se o presidente do congresso perguntasse quem quer emissora de rádio, bem ao estilo do homem do baú e seus aviõezinhos de notas de real.

DANÇA DOS FAMOSOS - E da dança de distribuição participou até ‘empresários’ que nada tinham – e nunca tiveram - com o setor de comunicação social. Seja em que campo for da radiodifusão. Sempre vigilante, a imprensa descobriu e repercutiu várias formas de repentinas ‘colaborações’ conseguidas de siglas contrárias ao governo da vez. O propalado mensalão – que o PT prefere chamá-lo de processo 470 -, é somente forma diferente de se atingir os objetivos buscados. Ao invés de emissoras de rádio; milhões na boca do caixa do banco. Só mudou mosca.

FORA DE SINTONIA - Regionalmente, Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros que a prática impera sem maiores obstáculos. O favorecimento de concessões segue roteiro preestabelecido por detentores de mandato junto a seus beneficiários; a tradição da atividade em comunicação fica em plano secundário. O importante é que haja (a redundante) vontade política de políticos que, em futuras eleições cobrarão a fatura mostrando sua voracidade em busca de votos.

CANAIS E AVAIS - Em nosso estado, no campo dos favorecimentos desmedidos, tem absurdos para todos os gostos; pessoas alheias ao meio da radiodifusão, grupo detentor de duas redes de TV – fazendo concorrência entre si: concessões para futura revenda a interessados. Grupos religiosos são privilegiados por seu manancial de possíveis votos: mais um canal de comunicação a quem já está na lida, representa apoio imediato no dia a dia. Regras simples para o que se convencionou apelidar de vontade política guaicuru.

HÁ VAGAS - Concessões de rádio ou repetidoras de TVs não poderiam ser recebidas com ar de desconfiança em seus objetivos. Representam canais de trabalho para profissionais locais e futuras admissões a milhares de universitários de comunicação despejados anualmente no Mato Grosso do Sul. Comunicador em demanda trabalhista (ou que feriu interesses políticos) é sumariamente condenado e, em alguns casos, sobrevive apenas se conseguir colocação em outros estados.

ÍNDICES DE FELICIDADE - Numa adaptação do que preconizou Rui Barbosa, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus diretores de empresas de comunicação – falada e televisionada – temos emissoras que deixam muito a desejar. No rádio, caixões musicais sem preocupação com qualidade; nas repetidoras de TVs, obediência canina à programação à rede nacional respectiva com pequena – ou nenhuma – atenção à programação local. Como pano de fundo, apenas o faturamento desmedido que tais concessões possam resultar.

SOU MAIS EU - Louve-se o talento de profissionais da comunicação que, mostrando a cara ou nos bastidores, conseguem fazer da atividade uma das mais qualificadas no país. São muitos os exemplos de jornalistas trabalhando em redes nacional, saídos do solo guaicuru. A maioria conseguiu projeção graças ao esforço e autoconfiança; a depender da classe patronal local, poucos teriam atingidos outros mercados e objetivos. 

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