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    com Reinaldo Rosa


19/11/2014 10:12

Epidemia passageira da informação

Reinaldo Rosa
Apresentador do SBT se envolveu em polêmica sobre eleição (Foto; Divulgação)Apresentador do SBT se envolveu em polêmica sobre eleição (Foto; Divulgação)

SEM COMENTÁRIOS – Analistas são espécie em extinção em rádios e redes de televisão; notícias importantes são simplesmente passadas à frente. Epidemias e/ou endemias levam carimbo de ‘informativo do pânico’ como alguma forma de preencher a pauta de editores, e o público alvo que faça maiores estudos sobre o tema. Caso lhe interesse.

MAIS UMA - Notícias sobre escalada do Ebola chamam a atenção por sua evolução e rápidas consequências. Jornalistas mantêm nos arquivos das enfermidades midiáticas epidemias tais como ‘gripe espanhola’, ‘gripe aviária’, ‘gripe russa’, ‘vaca loca’, etc. Informadas e repassadas aos leitores como ‘o mal do século’. Cada uma a seu tempo.

VEJA BEM - O surto Ebola foi identificado no ano de 1976 e, desde esta data, matou cerca de cinco mil pacientes; média de 13,6 por ano. Na Espanha, gripe comum mata de um a quatro mil pessoas por ano. Mortes no trânsito de Campo Grande registram índices superiores a famosas epidemias. Comparações em informações de rádio e TV são natimortas.

A QUEM INTERESSA – Escondidos no seio de interesse das chamadas ‘enfermidades midiáticas’ estão os grandes laboratórios farmacêuticos. Incalculáveis cifras são – e foram - aplicadas na busca de vacinas milagrosas e, com o tempo, caíram no esquecimento de jornalistas e, por extensão, do público alvo da comunicação. Simples assim.

QUEM QUER DINHEIRO? - O Banco Mundial, que sugeriu que o custo para tratar o surto do Ebola atinja a 30 bilhõezinhos de dólares, propôs que se estabeleça um serviço de emergência para pandemias globais. A proposta foi apresentada na última reunião do G20; e quem pagará a conta?

COMEÇA O JOGO – Quarta-feira, dia de futebol ao vivo pela TV Morena, via rede Globo. Final do capítulo de ‘Império’ impedirá telespectadores e telespectadoras assistirem ao jogo desde seu início. Estamos acostumados; tem nada não.

NA UOL - “Mesmo com contrato assinado com a Bandeirantes, desde a última segunda-feira, Rafael Cortez ainda é artista da Record. Até 31 de dezembro, assim será e, dentro deste prazo, ele poderá ser chamado para qualquer trabalho, como de fato irá acontecer”, informa Flávio Ricco.

VOTOU NO AÉCIO - O SBT nega qualquer intervenção da direção quanto à presença do senador Aloysio Nunes no "The Noite", do Danilo Gentili, na segunda-feira. Garante que não foi uma ordem que veio de cima, mas apenas e tão somente um desejo do apresentador. Entre outras coisas, Aloysio destacou que "temos 28 partidos políticos na Câmara dos Deputados e não temos 28 correntes de opinião no Brasil".

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