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De olho na TV

Finalidades conjecturais da comunicação

Por Reinaldo Rosa | 10/02/2014 09:55

VOLVER À DIREITA - O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética da entidade se manifestaram contra a violação de direitos humanos pelas declarações da âncora Rachel Sheherazade durante o Jornal do SBT. Para a entidade ela violou o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”.

SEMPRE ELES - Em matéria da revista Rolling Stones, de acordo com levantamento divulgado no final do ano passado, pelo menos um terço dos 81 senadores e mais de 10% dos 513 deputados federais controlam canais de rádio ou televisão. Para burlar a lei (algo muito comum em corredores palacianos) colocam um preposto que agem em nome de suas vontades e discutíveis intenções. Simples assim.

A MÁQUINA - O uso político da comunicação é proibido pela Constituição. Como a concessão passa, necessariamente, por ingerências (ou amizades) políticas, empresários da comunicação abraçam solenemente a condição de porta-vozes de seus padrinhos. Obedecendo tais princípios temos as programações ‘de qualidade’ que estão no ar em emissoras de rádios e TVs em todo o território nacional.

VEJA BEM - CANAIS DE RÁDIO E TV NÃO É PROPRIEDADE PRIVADA, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis. Um dos artigos da lei de habilitação destes serviços cita vedação da exploração da atividade com finalidades ‘de credo político, religioso (atenção), discriminação de raça, e orientação sexual, condição física ou mental ou de qualquer natureza’.

COMERCIAIS – Com a liberdade de uso da concessão pra finalidades comerciais, empresários da comunicação local abrem mão de equipe de vendas própria optando pela locação de espaço a entidades religiosas. Lucro em duas mãos de direção: recebem pelo aluguel e economizam (ou evitam) contribuições trabalhistas a potenciais profissionais.

SECOM – Ouvintes interessados em jornalismo radiofônico se sentem frustrados ao sintonizar certos programas de gênero. A falta de um analista categorizado que, de improviso, pudesse citar mazelas que –invariavelmente- estão por trás de determinados fatos citados. A mordaça do chefe locador impera.

RESERVA DE MERCADO – O crescimento de locação para atrações evangélicas em emissoras de rádio ou TVS locais atinge variante dicotômicas; a empregabilidade é atingida e a proibição de finalidades de credo político e/ou religioso (citado anteriormente) é ignorada. Igrejas estão certas nas busca do aumento do pastoreio (embora tenham endereço não ignorado para fazê-lo); errado é o flagrante desrespeito às leis de concessões por parte de ‘empresários’ da comunicação.

VC NA COLUNA – “Concordo no que se refere ao programa "Casos de Familia". Aquela apresentadora é chata pra caramba, o programa é chato, usam pessoas "humildes" no rídículo (não assisto mais). Agora, discordo em dizer que a Patricia (Abravanel) não tem carisma. Acho ela muito bonita, humilde, tem carisma sim e tá certo o Silvio Santos, a empresa é dele; nada mais justo que deixar a família participar, prefiro assistir os programas do SBT (menos Casos de Familia) ao invés do BBB. E pra finalizar, concordo também que as emissoras de rádios e televisão tenham programas evangélicos com músicas de adoração a Deus, mensagens edificantes. Os que são contra, tudo indica que preferem programas igual o Casos de Familia". Silvia Souza

VC NA COLUNA II - A televisão de uma forma geral vem perdendo a qualidade com o passar dos anos. O povo não quer programas educativos e com qualidade, preferem baixaria e programas sem conteúdo; lamentável! Como todos os canais, acabam imitando a rede Globo, a tendência é que isso só piore! Bom BBB 50 pra vcs! William Vilela