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De olho na TV

Mudança no sistema agita mercado de rádio

Por Reinaldo Rosa | 01/11/2017 12:10

GRIFES NACIONAIS – Mexidas acontecem no cenário radiofônico sul-mato-grossense com decisões de duas vias do setor. Migração da faixa de AM para FM provocou nova postura de redes de rádio que atuavam em ambos os canais.

MAIS ESSA AGORA – Exceto algumas emissoras educativas, a novidade provoca –desde já- novas posturas de ação de concorrentes da radiodifusão. Ganham ouvintes desprezados na pesquisa qualitativa que todas emissoras afirmam serem “a primeira da audiência” local.

TOCA NOTÍCIAS – Antes prometida para estrear em outubro, novembro passou a ser o (provável) período para a chegada da CBN a Campo Grande. Diretor do Grupo RCN, Rosário Congro Neto, torce para que prazos para entrega de equipamentos sejam cumpridos.

SEGREDOS DO ESTADO – Grupos de comunicação de Mato Grosso do Sul que aderem às grifes nacionais têm algo em comum; esconder os nomes dos convocados para a função. Temerosos a retaliações patronais, áulicos escolhidos nada comentam sobre o futuro. Estranho.

VOLTOU – A primeira AM com som de FM, a Capital AM, de Campo Grande, encontrou rumo após passar de mãos em mãos orientada por credos e incrédulos. Estabilizada nos trilhos de Frequência Modulada aderiu à cômoda onda de retransmitir programações nacionais.

SOU DA GLOBO – A sintonia fina –ou não- do 95,3 no dial fará a difusão da programação da Rádio Globo, de São Paulo. Para profissionais locais ficam reservadas duas horas no ingrato período de cinco às sete da manhã. Depois, abrem-se as cortinas para a realidade ‘exterior’.

MANUAL DE INSTRUÇÕES – Dois ungidos a dedo pela diretoria do Grupo Capital estiveram na capital paulista para o devido enquadramento ao sistema. Não sabido o porquê de segredar o nome dos escolhidos.

ENTENDA – Programas de rádio do Sistema Globo de Rádio são gerados no Projac (Rio de Janeiro) incluindo as atrações paulistas que abre janela para apresentadores cariocas. Para Campo Grande virá o que é transmitido em Sampa. Mistureba fácil de entender.

CONCORRÊNCIA INTERNA – A curiosidade normal dos caros ouvintes afetará diretamente o ‘Tribuna Livre’ e ‘Capital Meio Dia’, noticiosos tradicionais da FM Capital. Para observadores do mercado radiofônico de MS abrem-se novos horizontes para quem estava acostumado à mesmice do setor.

MAIS DO MESMO – Antiga elitização de programas de FM –diferente do que acontecia na faixa AM- não existe mais. “Tocar o que o povo gosta” virou mote para empresários da comunicação que desprezam o organograma de cargos e funções em emissoras. Audiência –fácil e econômica- é o foco.

VC NA COLUNA – “Achei muito bom (a chegada da Rádio Globo); CG não tinha nem uma rádio via satélite e, com as migrações de AM para FM, iria acontecer alguma coisa diferente. Outras que estão pra entrar também devem se estruturar melhor para a concorrência”. Francisco Baccaro