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De olho na TV

Opção pelo ouvinte é nula em Campo Grande

Por Reinaldo Rosa | 15/08/2014 10:41

NOTICIAS DE CIDADES – Aos trancos e barrancos, informativos radiofônicos vão conquistando o importante espaço que lhes é devido. Há algum no ar, o ‘Noticidade’, da Cidade FM, marca bons índices de audiência graças à equipe de jornalistas e condições técnicas para sua execução.

BOA VIAGEM – Lia Nogueira, André Navarro, Kadu Bortolotti e Carmen Cestari apresentam pauta diversificada sobre os acontecimentos que envolvem o Mato Grosso do Sul e o país. É dinâmico o ‘tour’ de informações procedentes de bases como Corumbá, Três Lagoas, Dourados e Campo Grande.

SEM COMENTÁRIOS – O informativo da Rede MS é mais um que peca pela falta de análises mais abalizadas sobre fatos que envolvam políticos regionais. Por ligação umbilical com o senador Delcídio do Amaral - há anos -, Kadu Bortolotti é "vitima" disso. Ouvintes idem.

PRÁTICA COMUM – Forças – não tão - ocultas evitam o surgimento de reais e independentes analistas na imprensa falada, televisada e escrita de Mato Grosso do Sul. A cassação do ex-prefeito Alcides Bernal é exemplo disso; até princípios básicos do jornalismo foram colocados de lado. Classificada como a mais importante medida tomada por uma Câmara de Campo Grande, profissionais apenas reescreveram a atitude tomada na ocasião.

FALANDO SOZINHO – Ouvir a outra parte –regra básica da informação- ficou pobre –para não dizer ridícula-. O espaço reservado a manifestações do réu ficou no indecente ‘controll C controll V’ de suas lamentações. E só.

CAPITAL 12 HORAS – Marcos Farias, Katiucha Fernandes e equipe enfrentam a tarefa de substituir o titular Joel Silva –fora do ar por força de legislação eleitoral-. Resultado de caolha visão do real jornalismo radiofônico por parte da emissora, os citados e competentes profissionais fazem o que podem. Literalmente.

CARREGANDO COFRE – A interessante pauta proporcionada – dentre outras - com o infausto acontecimento que vitimou o candidato Eduardo Campos, foi pouco explorada no informativo na emissora de Luiz Landes. Entrevista-relatório de, aproximadamente, 30 minutos com surradas manifestações de Edil Albuquerque foi um porre.

ESPAÇOS DA LEI – Informativos radiofônicos padecem de visão empresarial dos favorecidos por uma concessão pública. Sem maiores recursos humanos e técnicos são levados ao ar apenas para cumprir exigência do Ministério das Comunicações. Jornalistas que se habilitam a fazê-lo "que se virem". Qualidade? Ora a qualidade.

SHE RIDES AGAIN SOON – Liziane Klingbell Berrocal manda avisar que, em breve, estará de volta em algum dial de Campo Grande. Afirma ter recebido propostas de emissoras interessadas em seus incômodos pitacos. É só esperar pelo fim da atual campanha eleitoral. Retorno interessante e esperado.