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De olho na TV

Ouvintes clamam por mexidas no dial

Por Reinaldo Rosa | 08/11/2013 08:30

NA MÃO É VENDAVAL - Notícia veiculada na escrita: "FFMS receberá (com retroativo a outubro) mais R$ 50 mil da CBF na reta final da eleição marcada para abril". Por aqui, algum deus recepcionará a prestação de contas do feliz eleitor.

QUE VENHA - De tempos em tempos, leitores clamam pelo surgimento de franquia de emissora com timbre da Band News FM, Jovem Pan, Transamérica ou Antena 1, etc, na capital do Estado. De imediato, contrários à sugestão vociferam em argumentos que mais cheiram à reserva de mercado. Coxim, com população bem menor que a de Campo Grande conta com a tradicional Rádio Vale do Taquari e Band FM, de São Paulo, e os ouvintes não reclamam. Têm opção de mudar de estação quando bem entendem.

REPLAY - Por aqui já passaram CBN e, mais recentemente, Transamérica Hits. Viraram moedas de troca. Literalmente. Na implantação da primeira o insucesso foi marcado pela falta de interesse por noticiosos pela maioria da população. Gradativo surgimento de rádio jornalismo faz a ideia tornar-se factível.

MEIO TERMO - O constante crescimento populacional do Estado torna as terras guaicuru catalizadora de pessoas dos mais diversos centros e suas formas de pensar e agir. Importantes cidades convivem com a sintonia de rádios locais e as franquias do setor de difusão Em perfeita harmonia. Fazer a 'alquimia' entre programação local e informações de outras localidades é algo que competiria ao diretor artístico (aqui alcunhado de gerente).

PAZ E AMOR - Proprietários de concessões de emissoras de rádios locais estão embotados com a viciada -e viciante - forma de gestão. Mexer pra quê? Pensam. Para eles, os canais de faturamento são os mesmos -maioria oficiais; obrigações trabalhistas são indecentes (para os profissionais); a mesmice tem aprovação de quem desconhece o que quer dizer 'formação de opinião'. Então, tá nervoso? Vá pescar.

EDITORIA PROFISSIONAL - Imprensa escrita, falada e televisada local aborda assuntos que são notícias locais e nacionais. Como seria se só olhassem o próprio umbigo? Sem provocar desemprego de profissionais da terra, franquias radiofônicas oxigenariam mentes com novas formas de trabalho. Há quem afirme que, juntas, parece que temos uma só emissora no Estado. Salve a ausência de segmentação de programação. Salve Jorge.

FALA POVO - "Li. Reli. E li uma outra vez. E não encontrei o que serviu de mote ao título "O realista radialista". Como minha inteligência é pouca, pergunto: o título é, por si só, todo o corpo da matéria"? Eraldo Maciel

R DO R - Caro Eraldo Maciel. Você está certo; por ser difusa a coluna recebe um título para o todo e subtítulo para cada abordagem. Quanto ao realista -ou realismo do-radialista, está empírico no vasto texto-aula de Hélio Ribeiro. Não se subestime e continue com sua acurada leitura -e valiosa opinião- neste espaço. Um abraço.

METAMORFOSE - O que pode parecer ousadia, nada mais é do que sinal dos tempos. Após bater na tecla da necessidade de ampliação de espaço para o radio jornalismo, eis que a Capital FM, de Campo Grande, acredita - e aposta - neste item de programação. Torçamos para que o todo da rede de emissoras de Luiz Lands Reynoso de Farias seja contemplada com a nova atração no meio do dia.

EU PROMETO - "Um programa nos moldes do anterior (UCDB Notícias), com a mesma liberdade editorial, sem bandeira política e respeitando as instituições. A partir de 12 horas até às 13, de segunda a sexta-feira, na Capital FM". É Joel Silva anunciando sua volta ao noticioso radiofônico, em Campo Grande. Para o mundo.

FALA POVO II - "Com passagens pela Rádio Transamérica (no tempo não existia afiliada), Antena 1, Rádio Cidade, Manchete FM, Sistema Jornal do Commercio e, em Campo Grande, por quase todos os prefixos (mas nunca trabalhei em educativas e comunitárias) e chegando aos 35 anos na profissão, posso afirmar com toda certeza. O Problema no rádio na minha amada terra natal é exclusivamente dos empresários. Dos donos das Rádios. São eles que mantém o rádio da capital (e pior ainda no interior) no estado comatoso em que se encontra. Diretor Artístico não existe e quando existe é despreparado para a função. Programação musical é de um amadorismo de dar dó. Espaço comercial um lixo. Técnica de locução nenhuma. Desenho artístico nunca ouviram falar. Segmentação só existe para o brega (sertanejo está morto há muito tempo)". ELY LEAL

FALA POVO III - "Sou da cidade de Presidente Prudente, moro aqui atualmente, e várias emissoras de rádio em P.Pte têm parceria com emissoras de São Paulo (Jovem Pam -a melhor-, Rádio Globo e Rádio Bandeirantes) e a programação é excelente. Há espaço para a programação local e nacional. Principalmente no esporte, em que tanto P. Prudente como C. Grande são fracos e, portanto, não há muito que se falar, aproveita-se muito a = programação de centros maiores, com várias transmissões ao vivo de jogos e programas esportivos excelentes. Os donos das emissoras de C. Grande precisam abrir os olhos para esse aspecto". Sérgio Antônio Marangoni