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De olho na TV

Rádio e TV regional viram peças de campanhas eleitorais

Por Reinaldo Rosa | 03/08/2016 11:20

PORTA DOS FUNDOS – A inércia de sindicatos – de jornalistas e radialistas – resulta em jabuticabas na comunicação de Mato Grosso do Sul. Bom timbre de voz e um pouco de perspicácia são suficientes para conseguir espaço em emissoras da Capital.

APPROACH – Portas são escancaradas mais facilmente caso o ‘bela voz’ chegue acompanhado de carteira de patrocínio. Legisladores com mandatos em andamento são considerados top de linha na locação de espaço. Capacidade para exercício profissional em comunicação é o que menos interessa.

POR TRÁS – Desnecessário citar nomes de ‘talentosos’ que se beneficiaram de verbas pessoais ou públicas para conseguir objetivos maiores: mandatos eletivos. Comunicação falada e televisada de MS é palco iluminado para quem sonha com os céus da política regional.

SELEÇÃO OLÍMPICA – Paulo Siufi, Marquinhos Trad, Clemêncio Ribeiro, Vanderlei Cabeludo, Raul Freixes, casal Maurício e Magali Picarelli, são alguns dos que se valeram de retransmissoras locais como instrumentos de campanha. Aos telespectadores incautos foram – e são – oferecidos óperas bufas e sacolões.

SELEÇÃO BAlcides Bernal, Derly dos Reis, o Cazuza, Alceu Bueno, Valdecy Batista, o Chocolate, Picarelli (aqui também), Pedro Spina, Lucas Lima, Joel Silva, coronel Carlos Alberto David estão (ou tentaram surfar) nas ondas do dial rumo ao porto seguro do Legislativo e Executivo. Rádio e ouvido de eleitores poucos exigentes aceitam tudo.

O CARA – Mensagens bíblicas piegas; bolos de aniversários e refrigerecos, compõem o cardápio oferecido por discutível produção dos programas de TV e rádio do deputado Marquinhos Trad. Cópia do que de pior a comunicação nacional produz, temos alguém que joga para a plateia em ótima colocação nas pesquisas eleitorais. Simples assim.

ÁGUA E ÓLEO – Políticos produzem as melhores pautas para jornalistas de plantão. Fatos bons não produzem manchetes de jornais. Com interesses dissonantes, legisladores e profissionais da comunicação se encontram quando em situações de interesses mútuos.

VEM PRA CÁ – Combativo profissional de imprensa – de TV e rádio – é sondado para comandar campanha eleitoral na fronteira de Mato Grosso do Sul. Na bagagem, leva outros nomes de colegas de emissoras nas quais atuou. Predicativos nunca dantes realçados serão exaltados em nome de tão ilibadas – e injustificadas – personalidades públicas que o povo tanto adora. Amém.