Combater a seca com ferramentas cientificas e não com partidarização
Alguns petistas tentaram recriar o fantasma da seca no chamado “Vale da Celulose”. Comportam-se como trogloditas, observam o fenômeno e sacrificam bodes e bois aos deuses. Seus deuses são os votos. É como se dissessem: “elejam um petista para salvá-los da seca que se aproxima”. Nunca leram o Drought Toolbox” da ONU, como estudo mínimo. Esse é um site que propõe mais de cem ferramentas para gestão de secas. Medidas reconhecidas mundialmente. A única exceção são os Estados Unidos.
Intervir antes que a seca destrua.
Propõe, por exemplo, plantar pastos altos que resistam ao ventos que arrancam as raízes ou sempre deixar uma cobertura vegetal no solo que proteja a superfície e mantenha a umidade, assim como melhorar as infraestruturas domésticas ou industriais. A chave, não há como duvidar, está em intervir antes que a seca chegue. Quando aparece, se enfrenta como se fosse o fogo, como se fôssemos eternos bombeiros, mas devemos estar preparados antes.
As secas aumentaram 29% no mundo.
As secas já podem ser previstas com mais precisão científica. Aumentaram 29% no mundo desde o ano 2.000. São letais para pessoas e ecossistemas. Geram perdas de pelo menos 260 bilhões de euros a cada ano. Conforme calculo da ONU, para cada dólar investido no combate prévio à seca, economizamos dez dólares em benefícios econômicos, sociais e ambientais.
Prever seca com satélites da NASA.
O alarido de setores petistas não tem valor cientifico. É igual o indígena afirmando que ouviu de seu avô que uma determinada fazenda pertence a seu povo. Alguns pequenos agricultores de assentamento e um ou outro “pesquisador” desapetrechado ganharam páginas dos jornais. No entanto, é possível acompanhar diariamente o possível avanço da seca em qualquer ponto do mundo.
Calculando a chegada da seca.
Há como calcular a chegada da seca usando dados oficiais da Organização Mundial de Meteorologia, do Programa de Observação da Terra Copernicus ou da NASA. Calcula-se um índice com 40 itens variáveis. Capacidade de armazenamento de reservas de água, sistemas de alerta, anomalias na umidade do solo, população exposta ao perigo, cobertura de fontes de água e seu estado de conservação, acesso a água potável e à informação climática. O índice vai de zero a um. Se aparecer índice de 0,3 há um problema e se faz necessário identificá-lo e resolver. Também é possível consultar toda a informação desagregada, minuciosa, para saber efetivamente onde estão as deficiências. Às ciências! Só elas podem nos dar um rumo correto para combater a seca.
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