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Em Pauta

Cuiabá não! O antigo sonho de tornar Corumbá a capital do Estado

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 02/09/2026 07:00
Cuiabá não! O antigo sonho de tornar Corumbá a capital do Estado

Corumbá, desde sua formação, esteve umbilicalmente ligada à Cuiabá. Uma irmandade politica e cultural. Mas, ao mesmo tempo, sempre às turras com os cuiabanos. Um dos momentos de maior tensão entre as populações das duas cidades ocorreu em 1.889, nas vésperas da Proclamação da República.


Cuiabá não! O antigo sonho de tornar Corumbá a capital do Estado

Um jornal joga lenha no fogo.

Desde as “Actas Diurnas” surgida na Roma Antiga, o primeiro jornal que conhecemos, uma de suas faces era a de polemizar. Nada mudou ao longo do tempo. Um jornal amplia a confusão onde há vespeiro. Levantar embates onde não existem diferenças, as “fake news”, é método bem posterior. Foi com o espírito da luta que o jornal cuiabano “A Gazeta”, publicou nos dias 6 e 12 junho de 1.889, manifestos dos políticos corumbaenses propondo a transferência da capital do Estado para Corumbá. Diziam que Corumbá era mais desenvolvida economicamente e possuía melhores condições para sediar a capital. Argumentos que nunca mais sairiam da mente dos políticos sul-mato-grossenses de todos os rincões. Os cuiabanos não gostaram do “atrevimento“. Debateram furiosamente a proposta corumbaense.


Cuiabá não! O antigo sonho de tornar Corumbá a capital do Estado

O golpista Antônio Maria Coelho.

Ao contrário do que alguns imaginam, Antônio Maria Coelho não vestiu o figurino de um herói. Foi um oportunista e golpista. Aproveitando os ventos trazidos pela Proclamação da República, e contando com o apoio de políticos e militares de Corumbá, depôs pelas armas o governador Manoel José Murtinho. Era fácil, Murtinho era odiado por muitos. O vice-governador de então, Generoso Ponce, liderou o movimento armado contra o golpe de Antônio Maria Coelho que culminou com a derrota de Antônio Maria Coelho. No transcurso dessa luta, a divisão do Estado foi apreciada. Mas, é claro, nada aconteceu. A pergunta que os corumbaenses faziam era: “se Antônio Maria Coelho tivesse vencido, Corumbá seria a capital do Estado?”. O sonho não prosperou.

 

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