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Em Pauta

Covid-19: a antiga precariedade hospitalar impulsiona as mortes

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 20/03/2021 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

A rede hospitalar brasileira está em crise. Não é novidade, sempre esteve. Sem duvida, vivemos sob a égide da maior e pior das crises hospitalares registradas no país. Mas o hospital brasileiro nunca, em momento algum, recebeu a devida atenção de suas autoridades. Nem mesmo de Bráz Cubas, o fundador do primeiro hospital, naquela que seria denominada cidade de Santos, devido ao Hospital de Todos os Santos, em 1545. Bráz Cubas fundou e deixou meio abandonado. Prática, aliás, típica do governante brasileiro.


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1/3 das mortes fora das UTIs.

Durante um ano de pandemia, um terço das mortes de pacientes hospitalizados com covid-19 ocorreu fora das UTIs, segundo levantamento realizado pela Fiocruz. Ao todo, foram 72 mil pessoas em internação que não conseguiram tratamento adequado na terapia intensiva e não resistiram à doença. E observem bem, esses dados foram coletados até o início de março de 2021. Nele, não estão computados o descalabro governamental dos últimos dias.


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Em um ano de pandemia, 6% sequer conseguiu ser hospitalizado.

Vivemos em uma média capital. Consumimos notícias produzidas nessa cidade de quase 1 milhão de habitantes. A situação hospitalar nas pequenas cidades não chegam à imprensa. Mas há estudos. Eles mostram a dificuldade que houve nesse um ano de pandemia para a internação de pacientes que apresentaram todos os sintomas de covid-19. Esses dados apontam que nada menos de 6% de pacientes com sintomas graves sequer conseguiram ser internado em hospitais, faleceram em suas residências. Falecer na residência é muitas vezes mais doloroso, asfixiante e aterrorizante que em um hospital.


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Aprenderemos alguma coisa?

Muito se fala em impeachment ou outra sanção ao presidente da República e ao ainda ministro Pazuello. A questão que mais me preocupa é se este país aprenderá como tratar seus doentes, tanto nos pobres postos de saúde como nos sucateados hospitais que pertencem aos governos. Homem público brasileiro é tão somente um mero e vulgar "caçador de votos", não se importa verdadeiramente com a saúde da população. Só há bons cuidados com a saúde para uma diminuta elite. É assim desde Bráz Cubas.

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