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Em Pauta

Covid: coquetel de remédios ou anticorpo monoclonal?

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 31/07/2020 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Pode ser que o caminho esteja, de fato em um coquetel. Foi com essa estratégia que a humanidade conseguiu domar o HIV. E há chance de que, antes das vacinas, venha a domar o coronavírus. Cientistas de seis hospitais chineses testaram uma combinação de interferon beta 1-b (proteína que regula processos inflamatórios), ribavirina (antiviral usado contra hepatite) e uma combinação de lopinavir e ritonavir (dois remédios usados para combater infecções por HIV). Quem recebeu o coquetel, eliminou, em média, todos os sinais do coronavírus após sete dias. E, o mais importante, nenhum paciente morreu.


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Anakinra na Itália.

Outra esperança vem da Anakinra, um medicamento aprovado nos Estados Unidos e na Europa (mas não no Brasil). Serve para frear o sistema imunológico, que em muitos casos da covid-19 se descontrola, gerando uma inflamação fatal. A Anakinra é para ser usada apenas em casos graves. No estudo italiano, 90% das pessoas que tomaram esse remédio sobreviveram.


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Anticorpos artificiais.

Bombou na internet a notícia de um anticorpo criado por cientistas israelenses, que seria capaz de matar o coronavírus. Ele realmente existe, foi desenvolvido pelo Instituto de Investigação Biotecnológica de Israel, e não é o único: pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, também criaram um anticorpo contra o coronavírus. Ambos são anticorpos monoclonais, ou seja, produzidos por uma célula modificada e, depois, clonada. Ainda não foram testados em animais. O anticorpo mais avançado é o da empresa Celltrion, da Coreia do Sul, estão iniciando os testes em humanos. São, de longe, os produtos mais complexos criados pela indústria farmacêutica.


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Fabricando anticorpos monoclonais.

Essa é a maior aposta de Bill Gates, da quase totalidade dos ministros de saúde europeus e de milhares de cientistas em todo o mundo (menos do Brasil, é claro). Eles são produzidos por células vivas, que se multiplicam em biorreatores -  tanques de 20 mil litros cheios de glicose e aminoácidos. São extremamente difíceis de serem produzidos. Por isso, os mais caros que existem,  para combater outras doenças, chegam a custar a fortuna de US$18 mil por cada dose. É bem provável que antes do fim do ano algum dos anticorpos monoclonais, atualmente testados,  seja aprovado para curar a covid-19. Mas é também provável que só os ricos os receberão.