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Em Pauta

Frio extremo aprofunda o fosso da desigualdade

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 30/07/2021 06:40
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Há uma pequena indústria turística do frio extremo no sul do país. As serras catarinenses e gaúchas comemoram a bonança das pequenas massas de neve que por lá aparecem. Na imensidão do território brasileiro, frio extremo tem um só significado: pobreza. Aprofundando o fosso da desigualdade nacional.


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Frio extremo desmente a bagunça climática?

Fenômenos climáticos extremos sempre ocorreram. Grandes ondas de frio e de calor existem desde que os vulcões do planeta foram aplacados, há milhões de anos. O problema é o aumento de frequência e intensidade de frio, calor, secas e enchentes. Isso é facilmente observável. Calor extremo no Canadá e no norte dos EUA, estão aparecendo constantemente. A Amazônia tem a maior cheia dos últimos 110 anos. O Brasil Central passa por um novo período de seca grave. A bagunça climática está intensificando esses fenômenos extremos. E o que determinou essas mudanças foi a quantidade de CO2 que jogamos no ar.


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120 bilhões de toneladas de CO2 sugados pelas folhas da Amazônia.

A conta desse desastre é da redução, ano após ano, da quantidade de CO2 que as árvores e folhas da Amazônia sugam. São gigantescas 120 bilhões de toneladas sugadas. Equivale a 10 anos da atual queima de combustíveis fósseis do planeta. É importante que essa massa de carbono não vá para a atmosfera. Trocar por alguns boizinhos no pasto é uma aberração.


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O fosso da pobreza.

Todos já sabem que a água das chuvas, que irriga as plantações de Rondônia, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, são provenientes da Amazônia. Redução de chuvas é sinônimo de pobreza na agricultura. Se as máquinas do campo tomaram milhões de postos de trabalho, as secas ampliarão ainda mais o desemprego. E isso funciona como uma infecção. Do campo, passa às cidades. Por outro lado, é preciso cuidar melhor das populações de rua e daqueles que são obrigados a viver nas favelas. O governo do Estado e as prefeituras têm de, obrigatoriamente, preservar as vidas que se esvaem no frio extremo. Em São Paulo, o padre Lancelotti lançou uma campanha em que todas as igrejas estarão abertas, com aquecimento, para abrigar os moradores de rua. É um exemplo a ser seguido por todo e qualquer cristão.

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