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06/10/2017 06:55

Mas será que há cura extremista?

Mário Sérgio Lorenzetto
Mas será que há cura extremista?

Há pouco, o Brasil em envolveu-se no debate (ou chacota) da existência da cura gay. Assim, podemos indagar se há cura extremista? O extremismo é uma doença? A resposta talvez venha da Noruega. Em 22 de julho de 2011, uma pequena multidão de jovens simpatizantes de um partido da Noruega estava reunida na ilha Utoya quando, inesperadamente, começou a ouvir tiros. 69 jovens foram assassinados na ilha. O norueguês Anders Behring Breivik passou anos planejando o atentado, conforme confessou ao ser detido sem resistência. No mesmo dia do ataque, Breivik publicou um manifesto justificando-o por meio de um discurso extremista. Combatia o islã, homossexuais e tinha ideias conspiratórias. Na ilha não havia muçulmanos nem gays. Juntando o exagero de suas ideias com o absurdo de seu ato, muitos desconfiaram que ele só podia estar louco. Por conta disso, uma junta de psiquiatras se reuniu para examiná-lo antes do julgamento. Depois de extensas avaliações, o grupo de médicos chegou à conclusão de que Breivik de fato apresentava transtorno mental. O relatório cindiu a Noruega ao meio. Metade acreditava que ele sabia muito bem o que estava fazendo e a outra metade concordava com os médicos. O cúmulo da ironia, então surgiu. Um dos mais indignados com o resultado da análise médica foi o próprio Breivik, que afirmou: "Devo admitir que essa é a pior coisa que poderia ter acontecido comigo por ser a maior humilhação. Enviar um ativista político para um hospital psiquiátrico é mais sádico e cruel do que executá-lo. É um destino pior que a morte". É compreensível, seu ato de protesto estava esvaziado. A pressão foi tanta que outra junta foi chamada. Um ano depois foi considerado mentalmente são. Recebeu a pena máxima norueguesa. Aparentemente, ficou satisfeito. O caso ilustra como opiniões radicais muitas vezes assumem um papel tão grande na vida da pessoa que podem, de fato, parecer delírios. São muito semelhantes às convicções políticas, religiosas ou ideológicas. A diferença é que, classicamente, os delírios não são compartilhados com outras pessoas. Não fazem parte de uma cultura amplamente aceita.

Mas será que há cura extremista?

O chinês voador e seus drones maravilhosos.

Era uma vez um chinês que não foi aceito pelo MIT e por Stanford - duas das mais conceituadas faculdades de tecnologia dos EUA. Voltou para casa e foi estudar na faculdade de ciências e tecnologia de Hong Kong. Esse chinês resolveu montar uma empresa de tecnologia em seu dormitório na faculdade. Apenas dez anos depois, com 36 anos de idade, Frank Wang, é um dos homens mais ricos da China com uma fortuna calculada em US$3,2 bilhões. Ele comanda nada menos de 70% do mercado mundial de drones não-militares.
A DJI, sua empresa, é hoje uma potência. Com 11 mil funcionários espalhados pelo mundo, a empresa está avaliada em US$10 bilhões. Seu Phantom II, um drone da DJI, foi comparado ao Apple II, considerado o primeiro computador pessoal da história. A visão deles é tornar a pilotagem de drones algo simples, o que fará com que os produtos fiquem cada vez mais confiáveis e seguros.

Mas será que há cura extremista?

A indústria de caminhões dá sinais de aquecimento.

A MAN, instalada em Rezende (RJ), anunciou um plano de investimentos de R$1,5 bilhão. Nos tempos do governo passado a fábrica operava em um turno, quatro dias por semana. Agora, está trabalhando seis dias por semana e passará ter horas extras em três sábados por mês. Só com a Ambev fechou um contrato para entregar 417 veículos. . Para atender novos projetos contratou 300 profissionais e convocou 140 funcionários que estavam com contratos suspensos.
A Scania, de São Bernardo do Campo (SP), acaba de ampliar sua equipe de 3,2 mil para 3,7 mil profissionais. Até o fim do ano pretende abrir 300 novas vagas. Está com um plano de investimentos de R$2,6 bilhões. Neste mês de outubro estará lançando um pacote de novas tecnologias a ser instaladas nos caminhões. Os frotistas passarão a ter acesso a dados como velocidade média, consumo de combustível e desgaste das peças. A proposta é reduzir em até 75% o tempo de parada dos veículos nas oficinas e em até 16% os custos de manutenção.
O investimento em tecnologias embarcadas para melhorar a produtividade das frotas é também uma das prioridades da Ford. A empresa prepara o lançamento de uma nova linha no início do ano.
Pouco a pouco, a indústria de caminhões dá sinais de aquecimento. Começou janeiro produzindo 4.482 veículos, chegou a 7.576 em maio e saltou para 7.923 em agosto. A única certeza é que todas as crises acabam. Chegou a hora dessa crise acabar.



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