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01/11/2017 11:54

MS campeão em estupros. Quem são esses homens?

Mário Sérgio Lorenzetto
MS campeão em estupros. Quem são esses homens?

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública acaba de identificar o MS como o Estado campeão em estupros. Quase 1.500 mulheres foram estupradas no ano passado em nossas cidades. Uma taxa de 54,4 por mil, mais que o dobro da média nacional. Se não bastasse essa taça da infâmia contra a mulher, também lideramos o ranking dos crimes letais contra as mulheres, o denominado feminicídio. Foram 34 casos. Não se contentam com o estupro, matam.
Mas, quem são esses homens que causam tanto mal às mulheres e à imagem do Mato Grosso do Sul? Apesar de terem cometido crimes tão ignóbeis, todas as pesquisas mostram que não são monstros, são parte da nossa cultura. Devemos questionar a todo momento se nossas crenças e atitudes não estão contribuindo para essas perversidades. Homens continuam aprendendo a ter falsas ideias sobre masculinidade e mulheres são ensinadas a ser submissas. É importante entender que os estupros raramente ocorrem em becos escuros, por homens desconhecidos. Eles não vieram de outros planetas. A maioria deles não concorda que praticou estupro. Acreditam piamente que é um direito. Esses homens são conhecidos das vítimas, via de regra são parentes ou aparentados. Há um problema grave quanto à compreensão de consentimento por parte dos agressores e é bastante sério o estigma em torno da educação sexual. As pesquisas também demonstram que eles estão entre os estratos educacionais mais baixos, poucos concluíram o segundo grau. A educação - em casa e na escola - tem papel vital na prevenção da violência sexual.

MS campeão em estupros. Quem são esses homens?

Estátuas como subterfúgios para ódios e deslumbramento.

Tudo começou em Charlottesville. Uma estátua de um líder confederado foi o motivo de manifestações de ódio e de morte. Um automóvel, dirigido por um racista, investiu contra a multidão de ativistas anti-racismo e deixou um morto. O saldo de vítimas fatais chegou a três depois que um helicóptero caiu nas imediações dos protestos.
Campo Grande não poderia ficar fora da moda. Se não de ódio, mas de deslumbramento. A estátua do artista mais famoso de nossa história foi envolvida em uma polêmica sem nexo e sem eixo após uma decisão burlesca de uma entidade. Conforme a declaração da entidade, o poeta não poderia ficar em terreno de significativa importância para os militares. Os militares não reclamavam da presença da estátua.
Agora é a hora e a vez dos portugueses se envolverem em outra polêmica desmiolada. Colocar uma estátua na rua ou na praça virou operação de alto risco. Os portugueses erigiram uma estátua do padre jesuíta Antônio Vieira ladeado por três crianças indígenas. Esse fato deflagrou uma contestação inusual. Um grupo denominado "Descolonizando" convocou uma manifestação em frente da estátua do padre que seria culpado de ser escravista. Todavia, o padre Vieira, um dos principais ícones de nossas letras, se destacou em vida precisamente pela defesa intransigente dos direitos dos índios. Vieira chegou ao Brasil aos 11 anos. Aos 17 fez os votos de castidade. Aos 26 era sacerdote jesuíta. Suas centenas de sermões são considerados peças literárias pelo que é considerado um dos maiores escritores de nossa língua. Os manifestantes foram protestar contra um jesuíta que se distinguiu pelo contrário do que o acusam. Viera denunciava a exploração dos índios. Defendia os judeus e atacava a inquisição. A surpreendente manifestação, inteiramente incorreta, também teve uma contramanifestação surpresa. O movimento Descolonizando, ligado aos partidos de esquerda de Portugal, levou algumas centenas de militantes para bradar contra o padre Vieira. No outro lado, a Associação Portugueses Primeiro, ligada aos partidos de centro e de direita, levou às ruas milhares de manifestantes para aplaudir Vieira. A melhor ideia veio de um artista de nossa capital. Pretende arrecadar fundos para erigir um conjunto de estátuas onde Hitler, Mussolini, Stálin e Churchill abraçam e beijam as bochechas uns dos outros. O ódio não será mais o mesmo. Ou não?

MS campeão em estupros. Quem são esses homens?

Onde não ir nas férias. Os países mais perigosos.

Com recessão ou com economia excelente, o Brasil têm uma das maiores taxas de roubo acompanhado de assassinato. O latrocínio é uma epidemia que ceifa a vida dos brasileiros, 7 pessoas são assassinadas por hora no país. Mas, acreditem, o Brasil não faz parte do ranking dos 20 países mais violentos do mundo. Aqueles lugares que você deve eliminar de sua lista de turismo. O Relatório de Competitividade de Viagens e Turismo de 2017 elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, avalia o setor de viagens e turismo em 136 países. Veja a lista dos países mais perigosos para os turistas:

1. Colômbia
2. Iêmen
3. El Salvador
4. Paquistão
5. Nigéria
6. Venezuela
7. Egito
8. Quênia
9. Honduras
10. Ucrânia
11. Filipinas
12. Líbano
13. Mali
14. Bangladesh
15. Chade
16. Guatemala
17. África do Sul
18. Jamaica
19. Tailândia
20. Congo



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