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Em Pauta

O que a ciência sabe sobre as chances de pegar o vírus no ar

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 17/05/2020 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Uma nação louca e agitada se pergunta: é seguro passear nas ruas nessa pandemia veloz e mortal? Que tal um passeio no parque? Ou um café ou uma cerveja com um amigo em uma mesa de bar? É perigoso realizar uma viagem com as crianças no carro? Não tenha dúvida, o risco está nos detalhes. À medida que as cidades passaram a relaxar as restrições destinadas a combater a pandemia, mesmo as atividades mais simples ao ar livre parecem repletas de mil perguntas e cálculos.


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A boa notícia: com estranhos, fique ao ar livre.

A boa notícia dada pela maioria dos cientistas europeus e norte-americanos: há um consenso crescente entre os especialistas de que, se o povo sairá de casa, é mais seguro ficar do lado de fora do que no escritório, bar, restaurante ou loja. Com ar fresco e mais espaço entre as pessoas, o risco diminui.


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Toda cautela é pouca.

Mas isso não significa um "liberou geral". Os especialistas expressaram especial cautela sobre refeições ao ar livre, não admitem que existam reuniões ao ar livre (ainda bem que eles não sabem das humilhantes filas em busca do Bolsa Seiscentão). Embora sair para fora de casa possa ajudar as pessoas a lidar com o cansaço imposto pela quarentena, existe o risco de baixar a guarda ou encontrar pessoas que não estão em segurança. O tempo é importante. Após 30 minutos, tendemos ao relaxamento, esquecemos dos detalhes que todos sabemos fundamentais.


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Harvard recomenda breves e solitários passeios. 

"Acho que sair para fora [de casa] é importante para a saúde", diz Julia L.Marcus, epidemiologista e médica da Harvard Medical School. Também afirma algo surpreendente: "Sabemos que estar ao ar livre tem menor risco de transmissão do coronavírus do que estar dentro de casa. Em um fim de semana bonito e ensolarado (como o que vivemos em Campo Grande), acho que sair é indicado, mas também acho que há coisas a fazer para reduzir nosso risco". A primeira observação é não ficar parado. Andar [a pé ou de bicicleta] ou correr é essencial. Também afirmam como fundamental aquilo que todos sabemos: não deixem ninguém estar a menos de um metro e meio de distância e use máscara.


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Diluição do vírus no ar é a explicação.

Há muita diluição do vírus ao ar livre, é a explicação dada pelos cientistas. Mesmo um vento leve dilui rapidamente o vírus. Se uma pessoa próxima estiver contaminada, o vento espalhará o vírus, expondo as pessoas próximas, mas em quantidades muito pequenas, com menor probabilidade de serem prejudiciais.


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Um único vírus não deixa ninguém doente.

A Universidade da Cidade de N.York explica que um único vírus não deixa ninguém doente. Ele será facilmente destruído pelo nosso sistema imunológico. É preciso algumas centenas de milhares do vírus para sobrecarregar a resposta imune.
Todavia, o risco ao ar livre - com todos os cuidados - não é zero. Em um estudo com mais de 7.300 casos na China, um homem de 27 anos, tomou todos os cuidados ao conversar com uma pessoa que chegava de Wuhan, sete dias depois, ele teve os primeiros sintomas de covid-19.


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As gotículas podem ficar no ar por 8 minutos.

Um recente estudo descobriu que apenas falar - nem precisa tossir - lança milhares de gotículas de saliva no ar e elas podem ficar suspensas por até 8 minutos, dependendo das condições do ar. Essa pesquisa é decisiva para a dúvida que existia desde o início da pandemia. Todos acreditavam que como o covid-19 é mais pesado que o ar, ele cairia para o chão imediatamente. Não é bem assim, depende das condições do ar. Em um ar denso como o das capitais, demora mais a cair para o chão.


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Piscinas são bons ambientes.

Desde que as pessoas estejam espalhadas, as piscinas são bons ambientes. O coronavírus não é estável na água e é muito sensível ao cloro. Em água doce, de um lago ou rio, o risco de transmissão é extremamente baixo, especialmente nos rios, onde a diluição é muito grande. As fontes de vírus nesses ambientes não são a piscina, lago ou rio e sim as pessoas que mais facilmente se aproximarão umas das outras.