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23/03/2017 07:50

Postos de saúde: maior desafio é ter mais médicos

Mário Sérgio Lorenzetto
Postos de saúde: maior desafio é ter mais médicos

A renhida batalha travada pelo prefeito Marcos Trad não é única. A imensa maioria dos municípios sofre do mesmo mal. Há uma crise crônica na oferta de médicos que atendam a periferia. Porém, para a infelicidade geral dos elitistas, pobre vota. A pressão eleitoral dessa população em favor da oferta de médicos é crescente. Começou a transbordar no mandato de seu irmão, Nelson Trad, quando ocorreram inúmeros atos de violência física contra médicos. E explodiu no tempo de terror de Bernal e Olarte.

A fiscalização que o atual prefeito faz nos postos de saúde primando pela pontualidade e trabalho do médico é eficaz até certo ponto. Ele não poderá passar o resto de seu mandato "caçando médico gazeteiro", esse é um papel de seus assessores.

Todavia, o problema é sistêmico e crônico. Vem de longa data, reduzido pela vinda dos médicos cubanos que estão com suas malas prontas para retorno, e inicia nas faculdades. O típico médico brasileiro de posto de saúde é formado em faculdades privadas. Eles investem muitos recursos financeiros em suas carreiras. Somando-se a mensalidade com as demais despesas relacionadas ao curso, sempre ultrapassará a casa dos R$10 mil mensais. É muito dinheiro. Trata-se de um investimento grande com prazo de maturação bem longo. Um medico dificilmente começa a exercer sua profissão antes dos 28 anos de idade. Algo como 10 anos de investimento.

Uma vez no mercado de trabalho ele buscará por um padrão de vida de classe média alta. Isso inclui escola privada de boa qualidade para os filhos e plano de saúde caro. Os médicos brasileiros, formados em seu próprio país, saem da faculdade com dupla pressão: pagar o investimento familiar e manter padrão de vida elevado. Médico pobre não vive no Brasil. Isso explica, em parte, sua extrema má vontade em trabalhar em um posto de saúde. Almeja um consultório com imensas filas de espera pagando R$300 por consulta. Seu drama é a elevadíssima concorrência pelos pacientes que dispõem de recursos para pagar consultas.

Sociedades de matriz aristocrática, como a nossa, são mais fortemente divididas entre a ideologia individualista e a coletivista. Em português claro, o medico brasileiro raramente se adaptará a um serviço em prol da coletividade, como reclama o prefeito. Ele é individualista desde o primeiro dia que sai da residência médica. Seus sindicatos são fragilíssimos, só representam a vontade dos que vivem, com grande dificuldade, do SUS.

Entendam. Médico rico atende paciente rico. Médico de classe média, atende posto de saúde, resolve problema de saúde dos moradores da periferia. A maioria deles leva uma vida que os demais brasileiros rejeita - trabalha até 18 horas por dia. Marcos Trad que se prepare. Esse conflito não tem data para terminar e nem prefeito para sanar. Só uma prefeitura com elevada arrecadação pode melhorar a animosidade.

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Estudante de universidade é agredido por usar camiseta de Bolsonaro.

Todos os universitários devem ter o direito de usar a camiseta que desejar. Todos devem respeitar a opção política ou ideológica dos demais estudantes. Não é o que pensam os estudantes da Universidade Federal do Ceará. Obviamente são de esquerda, ou melhor, pensam que são de esquerda. Jorge Fontenelle é um policial e aluno de Letras da universidade cearense.

Há poucos dias, andava com uma camiseta apoiando Jair Bolsonaro. Levou tapas no rosto de um professor e de uma aluna, além de cusparada. Frio e bem treinado, em momento algum reagiu à sanha dos esquerdistas. Soube se calar e não reagir às manifestações de intolerância e covardia. O estudante afirmou após as agressões: "Eles não lutam tanto pelos direitos da minoria? Hoje, eles são a maioria e nós [apoiadores do Bolsonaro] somos a minoria".

O clima nessa universidade é de "respeitosa democracia", aquela preconizada por Hitler e Stálin. Jorge Fontenelle teve de sair do prédio escoltado por seguranças. Seu carro foi danificado e um policial civil precisou ir à paisana para retirar o veículo estacionado na universidade. E isso é apenas o começo do "circo eleitoral de 2018". Quem sobreviver verá.

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Fedendo a Hitler.

Há algum tempo o canal temático "História" teve a ideia de propagandear uma série sobre a Segunda Guerra Mundial dando brindes, na Europa, de pequenos frascos de perfumes. "Perfumes da História", eram garrafinhas que pretendiam encapsular o cheiro de Hitler, o de Stálin, Mussolini, Tojo, Churchill e Roosevelt.

Provavelmente algum frasco desses perfumes varou o Oceano Atlântico e chegou ao Ceará. Era o frasco de Adolf Hitler que estava aberto. Um aroma da SS, do desespero de vítimas, tudo traduzido em um aroma sulfuroso de couro, pimenta negra e incenso.

Em verdade, Hitler não cheirava a perfume algum. Segundo seus biógrafos, não usava colônias. Outras fontes ressaltaram que Hitler cheirava a sulfeto de hidrogênio, isto é, a ovos podres, por causa de sua incontrolável flatulência.

Eram frequentes suas más digestões. Se levantava, apressadamente, da mesa de refeições para ir, muito pálido, ao banheiro. E ele não comia carne, era um vegetariano militante. Para ver os danos que os excessos de couve-flor e de brócolis podem fazer em um organismo. Um ambiente jamais imaginado em uma universidade. Um centro de educação que cheira a ovos podres. Triste e mal cheirosa realidade dos dominados pelo fanatismo. Por qualquer fanatismo.

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Os impostos mais estranhos do mundo.

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A bruxaria é profissão e paga imposto.

Em 2011, a bruxaria passou a ser uma profissão legal na Romênia. Contudo, a legalização do ofício implicou na criação de um imposto de 16% sobre o rendimento obtido. As bruxas, descontentes, reuniram-se e ameaçaram lançar feitiços contra os governantes. Mas foi em vão, o imposto é mais forte que os feitiços.



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