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Em Pauta

Você é idoso. Como calcular o risco individual da covid-19?

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 21/07/2020 07:57
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No início da pandemia, a maioria das autoridades de saúde pública alertou os idosos a simplesmente ficar em casa, exceto para comprar alimentos, remédios ou se exercitar ao ar livre, usando máscara e mantendo distância. Com a abertura das empresas, os cálculos se tornaram mais complicados. Há angústia sobre o que fazer e em quem confiar. A confiança foi restringida.


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As hospitalizações aumentam com a idade.

As hospitalizações por covid-19 aumentam com a idade, de cerca de 12 por 100.000 pessoas entre 65 e 74 anos para 17 por 100.000 para maiores de 85 anos. Um grande estudo da Inglaterra relatou que pacientes com mais de 80 anos têm pelo menos 20 vezes mais chances de morrer do que aqueles com 50 anos. Embora o risco de contrair o novo coronavírus não pareça maior para pessoas que tem por volta de 65 anos, uma vez infectada, o vírus fica muito mais problemático e com sintomas piores. A pessoa sofre mais. Há o risco de, mesmo recuperado, nunca voltar ao mesmo nível de competência física e mental que tinha.

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Trancar as portas para o mundo?

A situação menos arriscada é ficar em casa, trancar a porta e selar. Mas essa abordagem pressupõe que o único interesse do idoso reside em não morrer. Uma solução razoável para o dilema de sair de casa para manter a saúde mental, é de um perfeito planejamento. Priorize horários onde encontre pouquíssimas pessoas (1 ou 2), use máscara e mantenha distância, sem chance de dar um encontrão em alguém. Mas não se equivoquem, cada um está por conta própria e risco. Não há em quem confiar. Se você é uma pessoa idosa, vibrante e sem doenças crônicas, provavelmente é um pouco mais resistente. Mas não há garantia. Idoso homem, obeso e negro, enfrenta mais risco.

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A calculadora da Cleveland

Geografia também importa. Quem vive em Campo Grande ou Dourados tem maior risco de contrair a doença do que aquele que vivem em Bodoquena ou Porto Murtinho (por enquanto). Os testes com anticorpos monoclonais são os mais aguardados. A última novidade é que os pesquisadores de Cleveland, nos EUA, inventaram uma calculadora de riscos individuais para idosos. O problema é que ela exige alguns testes laboratoriais como os de creatinina, hematócrito e potássio.