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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Junho de 2017


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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


14/06/2017 15:49

4 passos para sair do superendividamento

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Toda semana recebemos mensagens de leitores realmente desesperados. Muitos destes que conversam conosco se encontram em uma situação grave de endividamento (também conhecida como superendividamento).

As causas são variadas, mas a maioria delas pode ser dividida em dois grupos. Um deles é formado pelas pessoas que gradualmente foram tomando empréstimos e se acostumaram com isso. Quando se deram conta da gravidade da situação, já era tarde demais.

Outro grupo é formado por aqueles que não gerenciaram bem os riscos e acabaram alocando praticamente todo o patrimônio em um investimento que não deu certo. Tentaram criar um negócio próprio ou obter ganhos elevados em operações com ações e/ou derivativos, por exemplo, e se deram mal. A situação é delicada, inclusive com muitos leitores devendo bastante dinheiro. Para piorar as coisas, o desemprego está à espreita. Se você está neste grupo, eu tenho um recado para você. O que fazer?

Situações críticas exigem ações críticas = No livro “Dinheiro é um Santo Remédio”, que eu escrevi junto com o amigo e educador financeiro André Massaro, há um capítulo dedicado a estas questões. O título é UTI Financeira, e não poderia ser diferente.

Quando estamos diante de uma doença grave, precisamos adotar ações específicas e de forma rápida (e drástica) para amenizar a situação. É o que acontece em uma UTI de um hospital. De forma similar, situações financeiras críticas também exigem ações severas. Portanto, se você estiver passando por isso, não espere dias confortáveis. Pelo contrário, não será sem esforço, renúncias e algum sofrimento que você escapará dessa situação.

4 ações que precisam ser feitas rapidamente = Vou resumir aqui os quatro pontos principais que precisam ser feitos e que comento lá no livro. Eles fazem parte de um conteúdo mais completo, que amplia a visão sobre a importância da adoção da educação financeira com um estilo de vida.

1 - Converse com sua família = É de fundamental importância que os problemas financeiros sejam do conhecimento de todos de sua casa. Não esconda as dívidas. Faça o oposto: envolva toda a família na situação, explicando que agora todos precisarão ajudar. Em muitos casos, este será um momento dolorido, mas você precisa fazer isso. O primeiro passo para corrigir qualquer erro é ter a humildade para assumi-lo e, então, pedir ajuda. E, acredite, toda ajuda será bem-vinda, mas a fundamental é que vem de dentro de casa.

2 - Gere renda = Aqui o recado é mais duro ainda. Se você está endividado e ainda desempregado, está em uma situação econômica insustentável. Sem renda, com despesas mensais que continuam existindo e a necessidade de pagar juros, você precisa gerar renda imediatamente.

Este é um dos pontos que mais exige uma mudança de mentalidade, pois muitas pessoas “travam” e ficam se lamentando e colocando a culpa nos governantes (de nossa cidade, estado e país), nas pessoas ricas, nos empresários, na crise e por aí vai. Mais uma vez, serei direto: ficar reclamando não vai fazer você ganhar centavo algum a mais! E, pior, vai afastar cada vez mais as oportunidades de fazer dinheiro.

Ninguém gosta de ficar perto de gente que só sabe reclamar, cheia de “mimimi” em relação à vida. Não espere encontrar o “emprego dos sonhos”. Você está na UTI, lembra? Vá pintar uma casa, vender algum produto, fazer faxinas, usar seus conhecimentos para dar aulas particulares, prestar serviços, fazer bicos, vender doces, enfim, trabalhar. Você precisa disso!

Se você possui bens de valor, considere vendê-los para ajudar no seu processo de capitalização. Ah, lembre-se de envolver também sua família neste processo de geração de renda. A situação é grave e todo recurso financeiro obtido de forma lícita será bem-vindo.

O filhão está em idade de trabalhar, pois que trabalhe. A esposa (ou o marido) nunca trabalhou? Hora de começar. Peça ajuda para os seus familiares, amigos e conhecidos. Por favor, não peça dinheiro emprestado para eles. Peça algo mais valioso: oportunidade de trabalho. Dessa forma, eles irão se esforçar muito mais para ajudá-lo.

E cuidado com promessas mirabolantes de dinheiro fácil ou investimentos fantásticos, com rentabilidades incríveis. A tentação pode ser grande nessas horas, mas a coisa pode piorar bastante se você ceder. Dinheiro fácil é sinônimo de dinheiro caro, lembre-se sempre disso.

3 - Corte as despesas = Ao observar alguns hábitos de consumo seus e de sua família, é provável que você encontre algum espaço para cortes e ajustes. Recordando, a situação é crítica. Não fique pensando demais para eliminar um gasto que não esteja associado ao suprimento das necessidades básicas da família. Lembre-se que o corte de despesas não prioritárias é uma tarefa drástica, mas temporária. A ideia é aliviar o orçamento para viver de forma muito frugal e simples até resolver o problema do endividamento grave. Depois que as coisas melhorarem, você poderá melhorar o conforto de todos novamente.

4 - Enfrente as dívidas = Uma ação também radical para o superendividado é a imediata suspensão de qualquer linha de crédito, seja cheque especial, cartões de crédito ou empréstimo pessoal. Você precisa parar de pegar dinheiro emprestado, o equivalente a continuar “cavando” o buraco onde se encontra hoje.

Quando uma pessoa está “doente” financeiramente, também é muito tentador que continue utilizando estes instrumentos que fornecem dinheiro fácil (a custos elevados). Outra coisa muito importante: busque estancar e renegociar suas dívidas. Aquelas do cartão de crédito e cheque especial, por exemplo, crescem muito rápido devido aos altos juros. Procure trocá-las por dívidas com juros menores (crédito pessoal, consignado e etc.).

Priorize o pagamento das dívidas que estão associadas a cortes de serviços essenciais (água, energia elétrica e etc.) ou tomada de bens, principalmente a moradia. Atente também para o crédito com juros elevados, pois estes aumentam o saldo devedor de forma muito rápida.

E se você tem uma dívida moral com alguém, ou seja, aquela em que não há contrato assinado, como o caso daquele familiar que te emprestou dinheiro, converse periodicamente com ele, lembrando-o de que você está batalhando para pagá-lo o quanto antes. Dar esta satisfação é importante. O superendividamento é algo muito sério, portanto lembre-se tamnbém da dica de procurar ajuda especializada.

Conclusão - Lembre-se de que todo este esforço sugerido é temporário. Nenhum paciente fica por muito tempo na UTI. Ou ele melhora e passa para uma supervisão menos intensa até que recupere totalmente a sua saúde ou ele morre, infelizmente. Na vida financeira, morrer significa desistir, pois enquanto você tiver forças para lutar no sentido de se libertar da prisão das dívidas, as esperanças são reais, bem como as chances de sucesso.

É algo que depende muito de você e de sua família, não tanto dos aparelhos ou medicações (como em uma UTI). Então encorajo você para que não desista e utilize toda a experiência que está vivendo como uma enorme fonte de aprendizado. Daqui em diante, cuide sempre muito bem da sua vida financeira. Torço por você. Um grande abraço!

Fonte: Conrado Navarro\Dinheirama.com.br.Disclaimer: A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen é criador do portal www.mayel.com.br

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