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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


11/11/2013 07:42

Conheça um pouco mais sobre a Inflação e seus efeitos

Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Podemos definir a inflação como o crescimento persistente e generalizado do nível de preços. Ou seja, é a média do crescimento dos preços de um conjunto de bens e serviços em um determinado período. A inflação é um fenômeno de longo prazo. Estas duas características (persistente/generalizado) são muito importantes na identificação da inflação. Se apenas uns poucos preços aumentam, enquanto outros não, não há como caracterizar um processo inflacionário, ainda que o índice de preços mostre valores positivos. Da mesma forma, se há um aumento de todos os preços num dado mês, por exemplo, por conta da imposição de algum tributo, mas estabilidade em seguida, também não temos inflação. Por isso, ela é definida como aumento de preços de forma: generalizada e persistente.

Para chegarmos a um “número” representativo de seu crescimento, os institutos que calculam a inflação fazem uma pesquisa junto a uma classe de consumidores (por exemplo, os que ganham até 6 salários mínimos) e descobrem o que eles consomem (carne, arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, médico, dentista, manicure, escola, etc) e quanto do orçamento familiar é gasto em cada produto. Por exemplo, uma família pode gastar 30% do seu orçamento em comida, 50% em escola e 20% em transporte. A medida de inflação será então uma média da variação dos preços de comida, escola e transporte, com pesos de 30, 50 e 20% respectivamente. É possível que, em determinado mês, só a mensalidade escolar tenha subido, digamos 10%. O índice vai mostrar inflação de 5% naquele mês, embora, conceitualmente o aumento não tenha sido generalizado, nem persistente. Isto significa que, na vida real, o economista deve analisar com cuidados índices de preços, separando aumentos pontuais daqueles persistentes.

Mas, tudo bem pensa o amigo leitor, inflação é o aumento generalizado de preços! Mas porque este drama, e este ar “tão terrível” pincelado pelos especialistas e pela mídia? A inflação gera vários efeitos negativos, em particular quando atinge patamares mais elevados. Salários, por exemplo, são tipicamente fixados por um ano, de acordo com a inflação esperada neste período. Caso a inflação seja mais alta que a esperada, o salário compra menos, isto é, trabalhadores perdem. A causa da inflação é o excesso de demanda – quando tem muito gente querendo comprar e não tem produção na mesma intensidade. Outra explicação é o choque de oferta. Também têm inflações que podem acontecer por distúrbios políticos: se houver uma guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo vai disparar e vai ter inflação.

Para combater este vilão existem várias ferramentas adotadas pelo governo, a taxa de juros é uma delas, mas não é a única. No longo prazo, o melhor remédio para inflação é a expansão da capacidade produtiva, que aumenta a oferta de produtos e reduz os preços dos mesmos. Em geral o governo estabelece com o Banco Central um mandato de estabilidade de preços, determinando um nível particular de inflação (uma meta). Aí cabe ao BC manejar a política monetária (o oferta de moeda) com objetivo de manter a inflação o mais próximo possível desta meta. A independência do BC é importante porque é comum que o governo pressione os diretores do BC para afrouxar a luta contra inflação de modo a buscar, mesmo temporariamente, crescimento mais alto (ou desemprego mais baixo) por mera “politicagem” (apresentar números positivos no curto prazo para defender o governo vigente, por exemplo). Então, deu para clarear um pouco mais este conceito e entender o tamanho de seu impacto em nossas vidas? Não se esqueça de enviar sua contribuição nos comentários. Até a próxima!

(*) Com informações de G1
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(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com 

 

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