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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


22/07/2015 08:07

Você merece… prosperar, não se endividar!

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

O texto de hoje é sobre um péssimo costume que muitas pessoas têm: o de achar que, por terem agido bem por um determinado período de tempo, “merecem” se presentear com alguns “mimos”. “Trabalhei direitinho, alcancei uma meta na empresa…”, e aí compra como recompensa um relógio caro, em dez prestações de R$ 500,00. “Tenho agido bem com minha família”, e compra um sapato novo, sem necessidade que o justifique. Quando chega em casa, o sapato é arremessado junto a outros quarenta pares.

O efeito desse costume pode ser drástico: passam-se os anos e a vida financeira continua no mesmo marasmo. Nem sempre a situação é complicada. Pode ser apenas que a vida continue a ser estável o suficiente para que os “pequenos e grandes luxos” adquiridos a título de presente a si mesmo não levem ao endividamento, mas apenas a um equilíbrio moderado entre receita e despesa. Mas equilibrar as contas não é prosperar. E, além disso, existem muitos casos de pessoas que acabam se endividando brutalmente por conta dos pequenos mimos. Você já parou para pensar o quanto esses “presentes” e “recompensas” saem caro ao longo do tempo?

Um simples par de sapatos comprado por mês por algo em torno de R$ 200,00 significa R$ 2.400 em um ano, e R$ 24.000 em dez anos. Investido a uma taxa de 10% ao ano, esse valor equivaleria a mais de R$ 38.000,00. E, se você acha absurdo gastar R$ 200 todo mês com sapato, pense nos vários “pequenos” presentes que as pessoas se dão.

Como se presentear sem prejudicar seu futuro financeiro?

Evidentemente, não estou dizendo para ninguém deixar de aproveitar a vida. Não há problema em gastar com lazer (pelo contrário, é recomendadíssimo!!!) e mesmo pequenos prazeres. Mas é preciso fazer isso de maneira ordenada, sem abusos e tudo planejado no orçamento doméstico.

No livro Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kyiosaki dá uma sugestão que acho interessante. Atrele seus “presentes” a metas financeiras pessoais. Economize e invista o necessário para que a renda gerada seja suficiente para que você se presenteie.Você quer um celular que custa R$ 1.000,00? Então gere uma renda a partir dos seus investimentos que seja equivalente a pelo menos esse valor. Isso não significa que você poderá dar a si mesmo todo mês um presente desses, evidentemente. A renda gerada pelo patrimônio deve ser acumulada para que, no futuro, os juros compostos oriundos do investimento possam cada vez mais possibilitar um rendimento melhor.

Defina metas financeiras e ganhe uma recompensa ao alcançá-las!

Outra alternativa é “se presentear” após alcançar determinadas metas financeiras. Você quer um computador novo? Então defina que o comprará após economizar R$ 20.000,00. Quer um carro novo? A recompensa virá depois de economizar e investir R$ 100.000,00. E assim por diante. Claro, aqui eu ilustrei apenas com exemplos hipotéticos; cada um deve definir o ritmo de acordo com suas possibilidades.A cada nova meta financeira alcançada você pode “se dar” uma recompensa nova, gerada pela renda. Por exemplo: a primeira meta pode ser economizar R$ 10.000,00. Ao alcançá-la, você se dá um presente compatível com o valor (nada de economizar R$ 10.000 e gastar R$ 5.000, espertinho) e define uma nova meta, mais desafiadora. Por exemplo, economizar R$ 30.000. E assim por diante.

Essa estratégia tem um aspecto bastante positivo: ela estimula sempre você a economizar e a investir mais, sempre trazendo a sensação de que o “presente” foi, de fato, uma conquista sua. Isso ajuda até a valorizá-lo mais.E você? Tem alguma estratégia interessante para recompensar seus esforços?

Fonte: opequenoinvestidor.com.br
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(*) Emanuel Gutierrez Steffen, criador do portal www.mayel.com.br

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